Brasil

'Chegou a hora de refundar o Brasil', diz ex-ministro da Cultura

Marcelo Calero deixou o cargo há seis meses, após interferência do ex-ministro Geddel Vieira Lima para que tentasse liberar uma obra na Bahia

Brasília - O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero publicou nota nesta quinta-feira na qual afirma que "chegou a hora de refundar o Brasil". Ele lembra ter deixado o cargo há exatos seis meses, em novembro de 2016, devido à interferência do ex-ministro Geddel Vieira Lima para que tentasse liberar uma obra na Bahia.

'Chegou a hora de refundar o Brasil', diz ex-ministro Marcelo Calero Tomaz Silva/Agência Brasil - 21.03.15

Segundo Calero, sua "incredulidade diante de um pedido absurdo" agora é compartilhada por todo o País. Ele relata ter sido alvo de duras críticas de Aécio Neves (PSDB), Rodrigo Maia (DEM) e Michel Temer (PMDB) ao denunciar o caso e renunciar ao cargo de ministro.

"Entendemos de maneira mais clara não apenas a razão dessa ferocidade, mas, especialmente, o 'modus operandi' de nossa triste e ultrapassada elite política", afirmou o ex-ministro, numa menção às notícias envolvendo Temer e Aécio nas delações dos donos da JBS.

Interlocutores apostam que Temer deve indicar mineiro para Ministério da Cultura

Interlocutores do presidente Michel Temer no Congresso Nacional apostam que ele deve indicar um mineiro para o Ministério da Cultura no lugar do deputado Roberto Freire (PPS-SP). O parlamentar paulista deixou o cargo nesta quinta-feira, 18, após o presidente ter sido citado na delação premiada dos donos do frigorífico JBS.

A bancada mineira no Congresso cobra um espaço na Esplanada dos Ministérios desde o início do ano. Coordenador da bancada, o 1º vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB), chegou a ameaçar romper com o governo Temer, caso o presidente não desse um ministério para algum parlamentar do Estado. Mas não cumpriu a promessa.

O argumento dos parlamentares mineiros é de que o Estado é o único que não tem nenhum representante hoje no primeiro escalão do governo. A bancada dizia, porém, que não queria que o presidente criasse um novo ministério apenas para conceder o comando a um político do Estado - mas desejava uma pasta já existente.

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