Brasil

PF prende Wesley Batista

Presidente da JBS foi preso na manhã desta quarta, em São Paulo

São Paulo - A Polícia Federal (PF) prendeu preventivamente na manhã desta quarta-feira, em São Paulo, o empresário Wesley Batista, presidente do grupo JBS. O executivo é investigado em inquérito sobre manipulação do mercado financeiro, referente ao suposto lucro obtido com a venda de dólares às vésperas da divulgação da delação premiada dos executivos da J&F, em maio deste ano. As ordens de prisão é da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. 

O empresário Wesley batista foi preso na manhã desta quarta, em São Paulo Reprodução Youtube

As ações fazem parte da 2ª fase da Operação Tendão de Aquiles. Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, a pedido da PF, que investiga o uso indevido de informações privilegiadas em transações no mercado financeiro entre 24 de abril e 17 de maio deste ano. Nesse período, foram divulgadas informações relacionadas a acordo de colaboração premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República.

A investigação apura ordens de venda de ações de emissão da JBS S/A na Bolsa de Valores pela empresa controladora, a FB Participações S/A, e a compra dessas ações em mercado, por parte da empresa JBS S/A. Com as irregularidades, o mercado era manipulado, fazendo com que os acionistas absorvessem parte do prejuízo gerado pela baixa das ações.

Outra situação foi a intensa compra de contratos de derivativos de dólares pela JBS S/A, em desacordo com a movimentação usual da empresa, que se favoreceu com a alta da moeda norte-americana após o dia 17.

Os suspeitos poderão responder por crime de uso de informação relevante, ainda não divulgada ao mercado, para propiciar vantagem indevida com valores mobiliários. As penas variam de um a cinco anos de prisão e multa de até três vezes o valor da vantagem ilícita obtida.

Nesta ação, o irmão de Wesley, Joesley Batista, também foi alvo de mandado de prisão preventiva, porém, ele está preso desde o último domingo quando o relator da Operação Lava Jato, Edson Fachin, acatar os pedidos de prisão do empresário sobre investigação dos acordos de delação premiada. 

De acordo com a PF, os investigados podem ser presos "utilizar informação relevante ainda não divulgada ao mercado, de que tenha conhecimento e da qual deva manter sigilo, capaz de propiciar, para si ou para outrem, vantagem indevida, mediante negociação, em nome próprio ou de terceiro, com valores mobiliários:com penas de 1 a 5 anos de reclusão e multa de até três vezes o valor da vantagem ilícita obtida".

Com informações da Agência Brasil

Relacionadas

    Comentários

    Mais lidas

      Escolha do Editor

        Newsletter

        Receba gratuitamente o melhor conteúdo de O DIA no seu e-mail e mantenha-se muito bem informado

        • Anuncie também pelo DIAFONE(21) 2532-5000
        Anuncie