João Amoêdo, do Novo, é o grande vencedor desta primeira etapa da eleição

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Brasília - O grande vencedor desta primeira etapa da eleição nacional é o empresário João Amoêdo. Sem tempo de TV e desconhecido no interior, o presidenciável apareceu em 5º na disputa presidencial, à frente de políticos conhecidos como Alvaro Dias e Marina Silva. O grande trunfo é outro: o fundador do recém-criado Partido Novo tem chances de eleger o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que surpreendeu todas as previsões no Estado e apareceu líder forte nas votações, contra Anastasia (PSDB), ex-governador. O Novo tem a chance de ter uma das maiores vitrines do País - 2º colégio eleitoral do Brasil - para mostrar o que pode fazer no Executivo.

Potencial

Mesmo que não vença em Minas, em eventual reviravolta, o Novo tem agora chances concretas de eleger muitos prefeitos em 2020. E Amoêdo se fortalece para 2022.

Fui!

Marina Silva avisou à Rede que não quer mais disputar para presidente. Acordou tarde. Seu ocaso na disputa (8º lugar) ficou claro, atrás de Meirelles e Cabo Daciolo.

Só mais um

Aécio Neves (PSDB) já era. Está eleito deputado federal por Minas, mas passou muito longe do milhão de votos que esperava. Não ficou nem entre os dez mais votados.

Malhete eleitoral

Outra grande virada foi do juiz Wilson Witzel (PSC), que apareceu líder e bem à frente de Eduardo Paes (DEM) para o governo do Rio de Janeiro. Expliquem isso, institutos..

Turma do Pijama 1

Atenção para a incrível renovação para o Senado em vários estados. Presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB) dançou no Ceará. O bolsonarista Magno Malta (PR) perdeu no ES para o Senado. Candidato a voltar ao Senado, Marconi Perillo (PSDB), o todo-poderoso de Goiás, também ficará em casa em 2019. No DF, a surpresa ficou por conta da derrota de Cristovam Buarque (PPS).

Turma do Pijama 2

A derrocada do PT ficou clara nesta eleição - contrariando até os institutos de pesquisa. Vão vestir o pijama mais cedo ano que vem Dilma Rousseff (MG), Lindbergh Farias (RJ) e Eduardo Suplicy (SP). Requião, do MDB do Paraná, que é da turma dilmista, também dançou. A frustração do trio petista é a maior decepção do partido, por se tratar dos três maiores colégios eleitorais do Brasil.

A galope

Se há um case de vergonha nacional, é o de Dilma Rousseff. Desceu o Poder a galope e capotando. Não adiantou o acordão do Congresso - leia-se em especial Renan Calheiros Ministro Lewandowski - para salvar os direitos políticos da presidente cassada, atropelando a Constituição. Ela mudou o domicílio eleitoral do RS para MG, e levou uma pancada dos conterrâneos. A conferir se o recado do povo foi claro para a dama.

Revelação no grito

Cabo Daciolo é outro grande vencedor da eleição sem levar nada. No grito, apareceu nacionalmente, superou Marina e Álvaro no rank de votos, vai se candidatar a prefeito do Rio de Janeiro e terá recall de votos para se eleger um dos deputados federais mais votados em 2022 - o seu plano desde o início. Só se cacifando, devagar.

Abstenção

Chamou a atenção de institutos e caciques a alta abstenção de votos em todo o país. Em média, 20% do eleitorado em todos os estados. Isso é ruim para a democracia.

Na fila

Governador do DF, Rollemberg (PSB) recusou passar na frente e pegou quase uma hora de fila para votar ontem. Deputado federal reeleito, Hugo Leal (PSD) pegou 2h25 min de fila em Petrópolis, ao recusar passar na frente. Viva a democracia. E o bom senso.

Fator Nordeste

Fernando Haddad visita terra natal de Lula - Reprodução vídeo

É o Nordeste quem segurou o 2º turno para Fernando Haddad (PT). Até o fechamento da Coluna, um perfil do potencial de Jair Bolsonaro (PSL): obteve quase 60% dos votos válidos nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Na Norte, beirou os 40%, e perdeu para Fernando Haddad (PT) na Nordeste, onde os índices se inverteram.

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