Prefeitura chamará Jean Wyllys para promover a Parada Gay 2019

A ideia é que o evento seja patrocinado por meio de uma emenda parlamentar, de cerca de R$ 1 milhão, obtida pelo deputado federal em Brasília

Por PAULO CAPPELLI

Rio - A prefeitura entrará em contato com Jean Wyllys (Psol-RJ) para promover a Parada Gay de 2019. A ideia é que o evento seja patrocinado por meio de uma emenda parlamentar, de cerca de R$ 1 milhão, obtida pelo deputado federal em Brasília, para não onerar os cofres do município.

"Vamos promover a maior passeata LGBT da história do Rio", diz Victor Travancas, recém-nomeado coordenador de Captação de Recursos da prefeitura, vinculado à Casa Civil. Projetos semelhantes estão sendo elaborados para o turismo religioso e para investimento em infraestrutura na Guarda Municipal. "Cada deputado tem direito a destinar R$ 7 milhões livremente em emendas", afirma Travancas.

Segue

A prefeitura quer turbinar o turismo religioso incentivando visitas a igrejas católicas e evangélicas e a terreiros de umbanda e de candomblé. A causa gay e as religiões de matriz africana são vistas por muitos como um tabu para o prefeito Marcelo Crivella (PRB).

Pedido a Bolsonaro

Já para auxiliar na compra de equipamentos para a Guarda Municipal, Travancas pedirá que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) destine emendas à prefeitura.

Esse cara sou eu

Com a ida do PR para a chapa de Romário (Podemos) na disputa pelo governo do Rio, o PP reforçou a Eduardo Paes (DEM) que não abre mão da vaga de vice. O deputado estadual Christino Áureo (PP) e o ex-secretário de Saúde de Pezão (MDB) Luiz Antônio Teixeira são cotados para o posto.

Sem vinculação

Apesar da ótima relação com o vice-governador Francisco Dornelles, presidente do PP-RJ, Paes resiste a aceitar um nome do PP. É que tanto Christino (Casa Civil) quanto Teixeira foram secretários de Pezão, de quem o ex-prefeito quer manter distância durante a campanha.

Marielle presente

No dia 14, serão levados ao plenário da Câmara Municipal cinco projetos de lei de Marielle Franco que foram aprovados em primeira discussão no dia 2 de maio. O mais polêmico é um sobre campanha contra assédio sexual. A controvérsia está na parte do texto que diz que se deve "combater a discriminação de gênero". A bancada evangélica está pronta para pedir a retirada desse trecho.

Debate

Candidato ao governo do Rio, o vereador Tarcísio Motta (Psol) contará com apenas oito segundos de propaganda eleitoral. E terá direito a apenas 30 inserções na TV nos 45 dias de campanha ou seja, menos de uma por dia. Para driblar a escassez de tempo, aposta nos debates nas emissoras de televisão: "Neles, fico em igualdade de condições", diz.

Operação urbana

A Secretaria Municipal de Ordem Pública apreendeu 40 carros abandonados ou em mau estado de conservação no Rio das Pedras, na Zona Oeste. Serão levados para a Comlurb e descartados como carcaças. A prefeitura também desobstruiu as redes de esgoto da região.

Crítica de esquerda

Do pré-candidato ao Senado Chico Alencar (Psol) sobre alianças em alguns estados: "O PT se aliou aos 'golpistas' do MDB e PP. O PSB, com PSDB e MDB. O PCdoB, com PP e MDB. O Psol se orgulha em dizer: 'Nos inclua fora dessa'".

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