De volta à Seleção, Thaisa sonha com o inédito título mundial

Bicampeã olímpica vê rivais "voando baixo" e espera dificuldades para o Brasil no torneio no Japão

Por O Dia

Thaisa no ataque em ação pelo Brasil na Copa Pan-Americana: torneio marcou a volta da central à Seleção
Thaisa no ataque em ação pelo Brasil na Copa Pan-Americana: torneio marcou a volta da central à Seleção -

Única remanescente na Seleção do grupo que conquistou o ouro em Pequim-2008, a bicampeã olímpica Thaisa sonha com uma conquista que a equipe brasileira feminina ainda não tem: a do Mundial. Em julho, ela voltou a jogar pelo país na Copa Pan-Americana, pouco mais de um ano após ter operado o joelho esquerdo. Agora, vive a expectativa pelo Mundial do Japão, de 29 de setembro a 20 de outubro. "O Mundial é o título que nos falta e será o campeonato mais forte. Pelo que venho acompanhando nos últimos anos, as seleções estão numa crescente e cada vez mais fortes. São equipes jovens, mas que estão voando baixo. O Brasil vai ter muitas dificuldades, como em qualquer Mundial ou Olimpíada. São vários times a serem batidos e temos que ter muito foco, jogar coletivamente, principalmente, no sistema defensivo, para conseguirmos sobressair sobre os adversários", analisa.

Thaisa tem duas medalhas de Mundiais no currículo: a prata de 2010, quando o Brasil foi derrotado pela Rússia por 3 sets a 2, e o bronze de 2014, quando venceu a Itália na disputa de terceiro lugar após perder a semifinal para os Estados Unidos por 3 sets a 0. "Em 2010, apesar de ter sido a melhor colocação do Brasil, foi muito difícil ficar com a prata porque foi um jogo muito complicado, que acabou no quinto set, e que perdemos porque o time adversário foi superior naquele momento e fechou por alguns erros nossos também. Em 2014 ficou um pouco de frustração porque jogamos muito bem todo o campeonato. Todas as equipes tiveram um deslize durante a fase classificatória. Nós já não tivemos qualquer deslize. Jogamos bem todo o tempo, só que a gente foi ter esse jogo atípico exatamente na semifinal. Foi uma tristeza gigantesca porque a gente vinha jogando muito bem. Só que aconteceu. Faz parte do esporte e estamos sujeitas a isso. Foi um dia em que o jogo não deu muito certo. A gente não conseguiu virar e mudar a história da partida".

Central está em fase de readaptação

A central que já acertou com o Hinode Barueri para a próxima temporada de clubes conta que, aos poucos, vai se sentindo melhor fisicamente. "Hoje estou me sentindo muito bem. Ainda sinto dor e acredito que vou sentir por um bom tempo. Mas isso é controlado, com a ajuda das pessoas que me cercam que estão controlando isso para eu não exceder", diz, completando: "Na Copa Pan-Americana me senti bem fisicamente. No terceiro jogo seguido já estava um pouco mais cansada porque o meu corpo ainda está em fase de readaptação".