Cautela com cenário econômico explica recuo nos resgates de títulos de capitalização

No primeiro semestre, clientes retiraram R$ 8,6 bilhões, uma queda de 7,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Setor atribui recuo ao momento do país

Por Herculano Barreto Filho

Setor aponta recuo no resgate de títulos de capitalização no primeiro semestre
Setor aponta recuo no resgate de títulos de capitalização no primeiro semestre -

Rio - O segmento de títulos de capitalização registrou um faturamento de R$ 10,3 bilhões no primeiro semestre no país. O índice representa um crescimento de 5,6% em comparação ao mesmo período do ano passado. Entretanto, o valor de resgates dos clientes foi de R$ 8,6 bilhões, com recuo de 7,4% em relação ao período de janeiro a junho de 2017. As informações foram divulgadas pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap).

Esse cenário é atribuído pela entidade ao período de crise, onde os clientes mostram um comportamento mais cauteloso e preferem guardar dinheiro para alguma dificuldade financeira ou despesa inesperada. Uma tendência já observada desde o começo do ano. "Identificamos uma mudança de comportamento do consumidor. Notamos uma posição mais cautelosa", explicou Marcos Coltri, presidente da federação.

De janeiro a junho deste ano, foram entregues R$ 540,5 milhões em sorteios. O equivalente ao pagamento de R$ 4,3 milhões de prêmios em dinheiro por dia útil para os clientes com títulos de capitalização sorteados em todo o país.

REFUGIADOS NO MERCADO DE TRABALHO

Na semana passada, o Grupo Segurador Banco do Brasil e MAPFRE abriu um debate sobre o ingresso de refugiados no mercado de trabalho em um evento na sede da entidade, em São Paulo. O encontro fez parte das ações do Grupo Mulheres do Brasil.

Segundo o levantamento 'Refúgio em números', o Brasil contou com 10.145 refugiados reconhecidos e 33.866 solicitações de refúgio em 2017. Os venezuelanos representam 53% dos pedidos de refúgio. "Esses números fazem do Brasil uma referência em refúgio na América Latina, o que traz desafios não só para o governo como para a sociedade. O setor privado pode colaborar com a causa quando amplia a empregabilidade a essas pessoas", afirma a gerente executiva Jisley Bontempo.

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