Casamento de bolso

Na hora de subir ao altar, a dúvida não está no ‘sim’, mas na escolha entre a moda do miniwedding e o festão tradicional

Por O Dia

Rio - Quando Mark Zuckerberg mudou seu status de relacionamento para ‘casado’, ele não poderia imaginar que fosse inspirar tantos noivos. A cerimônia superintimista do bilionário criador do Facebook com a médica Priscilla Chan foi realizada no ano passado, na Califórnia, e, desde então, virou tendência e disputa com o tradicional festão a preferência das noivas.

O miniwedding está em alta e vem sendo cada vez mais procurado por casais que querem trocar alianças de uma forma minimalista, apenas com a presença da família e dos amigos mais próximos. O lema é: festa para poucos e bons convidados. Aproveitando o mês das noivas, um grupo de jovens se reuniu no evento ‘Casar! Por Onde Começar?’, que aconteceu no hotel Santa Teresa, no Rio, para avaliar as vantagens do novo formato.

Integrantes do grupo ‘Finalmente%2C Noivas’ não querem saber de cerimônia intimista. O sonho delas é ter um festão de princesaDivulgação

“Eu e meu noivo não somos de esbanjar e esse estilo combina muito com a gente. Além de compensar financeiramente. Quando é uma coisa menor, a gente pode cuidar pessoalmente de cada detalhe”, diz a produtora de moda Natália Lackeski, de 20 anos, que vai se casar em outubro.

A designer Isabella Nettesheim, de 24 anos, teve que antecipar os planos de subir ao altar e, por isso, optou pela cerimônia à la Mark Zuckerberg. “Esse tipo de casamento virou modismo com certeza por causa dele. Quando você reduz o número de convidados, os que são chamados se sentem importantes e os que ficam de fora ficam com inveja. Mas, no meu caso, vou fazer esse tipo de festa porque estou grávida de quatro meses e estou tendo muitos gastos por causa do neném. Festa muito grande gasta demais”.

Francine Mér posa com o noivo, André Paes, e afirma: ‘Em casamento de rico é um querendo aparecer mais que o outro. Acaba ficando todo mundo brega’Divulgação

A cerimonialista Eloah Dias afirma que, para as noivas que querem economizar, o miniwedding pode ser uma boa opção. “Muitas vezes os custos são bem menores do que os de casamentos mais pomposos, mas isso não é regra. Dependendo da decoração e dos detalhes, ele pode sair muito mais caro. Esse é um formato para, no máximo, 100 pessoas, e o diferencial é que pode ser realizado a qualquer hora do dia, aposta em luzes, flores e em itens decorativos que sejam a cara dos noivos. Os minicasamentos com pegada vintage também estão em alta”, diz, mostrando o vestido usado por Maytê Piragibe no evento.

Há quem diga que o miniwedding é coisa de rico, mas Tainá Ribeiro, de 21 anos e moradora de São João de Meriti, discorda. “Sei que a maioria das pessoas humildes gosta de fazer festão, mas eu também sou pobre e não me encaixo nesse grupo. Escolhi o miniwedding porque sou uma pessoa reservada e quero como convidados apenas os que estão comigo no dia a dia. O importante é ter animação e boa comida”, conta ela, que se casa em junho no estilo vintage. “Gosto muito desse estilo, das rendas e tudo mais. Tenho certeza que nasci no tempo errado”.

Elas querem festão, muitos convidados e vestido de princesa

Ao contrário de Natália, Isabella e Tainá, as mulheres que fazem parte do grupo Finalmente, Noivas!, criado no Facebook, querem uma festa de arrasar, com direito a 300 convidados, muito champanhe, comida e animação.

Integrantes do grupo ‘Finalmente%2C Noivas’ não querem saber de cerimônia intimista. O sonho delas é ter um festão de princesaDivulgação

“Em festa de pobre todo mundo come mais, em festa de rico o pessoal sai com fome e depois vai comer no Mc Donald’s”, brinca Isabela Gonçalves, que mora em Vilar dos Teles e sobe ao altar em setembro. Karlla Jacques, de Irajá, garante que os festões são sempre mais animados. “Toca funk, todo mundo desce até o chão. A galera se solta mais e fica bem mais legal”.

Yasmin Simas, de Del Castilho, acredita que quem não nasce em berço de ouro sonha mais com o casamento de princesa. “Rico resolve casar de uma hora para outra e tem dinheiro para fazer o que quiser. Quem não tem muita grana se planeja um ano antes, a família toda ajuda. Acho que é o sonho de toda menina do subúrbio ter um casamento de princesa. Nada de miniwedding!”.

Francine Mér, moderadora do grupo, endossa o coro. “Em casamento de rico é um querendo aparecer mais que o outro, e acaba ficando todo mundo brega”.

Para a cerimonialista Eloah Dias, o que deve ser relevante na hora de optar entre o casamento tradicional e o miniwedding é a idealização dos noivos. “Sei que as pessoas da Zona Norte são mais apegadas às tradições, mas não acho que o miniwedding seja só para os ricos. Não se trata de uma questão social e, sim, de estilo. O importante é que a cerimônia, pomposa ou intimista, agrade ao casal”.

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