Rio - Vem o riff de guitarra, a batida encorpada com bateria e baixo e, finalmente, a voz rasgada de Rob Thomas cantarolando a melodia pegajosa: “Feels like you made a mistake...” Lembrou? Um dos carros-chefes do Matchbox Twenty, o hit ‘Disease’ já fez sucesso aqui no Brasil quando embalou a trilha sonora de ‘Mulheres Apaixonadas’ (2003), da Globo. Mas somente agora acontece o encontro da banda norte-americanas com os fãs brasileiro: nesta sexta-feira, a partir das 20h30, as baladas românticas rolam soltas no Rock in Rio, no Palco Mundo.
“Nunca visitei o Brasil. Só vi fotos. Parece ser um lugar maravilhoso. Também vi alguns vídeos do Rock in Rio e o negócio é realmente enorme. Mal posso esperar para chegar aí”, vibra, ao telefone, o guitarrista e baterista Paul Doucette. “‘Disease’ é um dos momentos altos do show. Está sempre no nosso setlist. Vamos tocar um pouco de tudo. Manteremos a energia acesa durante toda a apresentação”, promete.
Mas não espere ouvir um outro sucesso cantado por Rob Thomas: ‘Smooth’ — música composta em parceria com o guitarrista mexicano Santana. Já que não faz parte de nenhum disco do Matchbox, ela fica de fora do repertório. Paul, entretanto, reconhece que a canção ajudou a alavancar a popularidade da banda. “Muitas pessoas que nunca ouviram falar em Rob Thomas ou Matchbox Twenty começaram a nos ouvir com o sucesso de ‘Smooth’”, diz.
Depois de trilharem 17 anos de estrada pavimentados com nada menos do que 30 milhões de álbuns vendidos, os músicos lançaram no ano passado o disco ‘North’. “Dessa vez, começamos o processo de composição de forma mais coletiva, em vez de sentarmos separadamente para escrever sozinhos”, explica Paul.
“Hoje, estamos mais confiantes. Sabemos o que o Matchbox Twenty é. Sabemos o que fazer e como fazer. Encontramos o nosso norte. Sabe, nós trabalhamos muito duro. Somos uma banda de pop rock. Não fazemos planos para mudar o mundo.”
A união demonstra que o grupo não deixou a peteca cair mesmo após dez anos sem um CD de inéditas. Foi, aliás, um tempo de mudanças: com a saída do guitarrista Adam Gaynor, que gravou os três primeiros álbuns, Paul Doucette teve de trocar as baquetas pela palheta: assumiu a guitarra, enquanto um baterista contratado toca durante a turnê. “Gosto de tocar guitarra. Mas também toco bateria em alguns momentos do show. Às vezes, sinto falta dela”.
Após o Matchbox, o Palco Mundo será de Nickelback e Bon Jovi. Seria uma reunião de conjuntos do mesmo nicho musical? “Somos bandas de pop rock, partilhamos de uma mesma base, mas não diria que temos sonoridades semelhantes”, opina Paul.






