Por raphael.perucci

Rio - Entre uma resposta e outra, algo chama a atenção de Lee Daniels: “Ouve só essa música! De onde está vindo?”, pergunta o risonho e brincalhão diretor norte-americano, que veio ao Brasil para divulgar seu filme ‘O Mordomo da Casa Branca’ — que está na programação do Festival do Rio. Possivelmente, foi uma maneira de descontrair o ambiente após uma de suas opiniões incisivas sobre questões raciais.

Oprah Winfrey interpreta a mulher de Cecil Gaines (Forest Whitaker) no filmeDivulgação



“O preconceito existe em todos os lugares. Na minha visão, o Brasil também tem muitos problemas relativos ao racismo, talvez até mais do que nos Estados Unidos”, comentou. O filme conta a história de Cecil Gaines (Forest Whitaker), que presta serviço durante sete mandatos presidenciais na Casa Branca. Já aposentado, ele vive para testemunhar a eleição de Barack Obama — primeiro presidente negro do país. Seria um desfecho um tanto otimista?

“Temos que ser otimistas. O otimismo foi algo que libertou os escravos”, justifica ele. O diretor rebate as críticas de Michael Reagan, filho do ex-presidente Ronald Reagan, que acusou o filme de ter retratado o pai como um racista. “Apenas ele ficou descontente. A mulher dele ficou feliz com o filme. O outro filho ficou feliz. A filha, também. A verdade é a verdade. Está tudo documentado”.

Você pode gostar