Molejo comemora 25 anos de estrada entre fãs pagodeiros e até roqueiros

Integrantes relembram trajetória e os diversos encontros que tiveram com outros artistas, entre eles Julio Iglesias

Por O Dia

Rio - Eles repassam a história no DVD ‘Molejo 25 anos — #obaileesemparar’, que lançam sexta-feira no Barra Music. E comemoram duas décadas e meia de carreira arrebanhando fãs pagodeiros e até roqueiros. A essa altura do campeonato, o Molejo diz já saber o que é amor e o que é cilada. “Ah, esse assunto aí é com o Anderson”, entrega, com ‘timing’ de humorista, o baterista Jimmy Batera. ‘Cilada’ (que prega: “não era amor, ôô/não era/não era amor, era/cilada!”), verdadeiro hino do grupo, é até hoje uma das mais pedidas dos shows, o que ajuda bastante a pensar sobre o assunto.

Integrantes do Molejo relembram trajetória e encontros com artistas — um de seus hits, que até deu nome ao álbum de 1998, foi uma regravação de ‘Família’, dos TitãsMaíra Coelho / Agência O Dia

“Teve muita cilada, sim. Uma vez tocamos no fim de um show do Raça Negra, uma chuvarada, para plateia vazia”, lembra o vocalista, cavaquinista e rosto oficial da banda Anderson Leonardo. “Às vezes é o contrário. Uma vez, atrasamos três horas para um show e tinha uma turma esperando a gente na estrada.

Pediram para segui-los e fomos por um mato, tudo escuro. Achamos que fossem bater na gente”, relembra o pandeirista Claumirzinho. “Mas levaram a gente para uma casa cheia de comida e bebida, tudo liberado. Levamos até bolo pra casa. Não era cilada, era amor”, conta, rindo.

Anderson, Jimmy, Claumirzinho, Lúcio Nascimento, Robinho Presença e Marquinhos Pato (os três últimos, percussão e vocal) continuam sambando diferente — e até o público do rock faz carinha de quem está gostando demais. “Fizeram uma camisa da gente com o logotipo dos Ramones, né? Eu adorei, mas não vou ser hipócrita de dizer que sou fã da banda. Conheço de nome. Meu negócio é black music”, diz Anderson, que tem vários CDs e DVDs do Earth Wind & Fire.

Faixas e camisetas com frases como “Molejo é melhor que Beatles” costumam aparecer nos shows. “Ah, isso é zoação”, despista o vocalista. “Mas muita gente fala: ‘Sou fã de rock e do samba só gosto do Molejo!’’ Isso acontece bastante”, conta Claumirzinho.

Com roqueiros aqui do Brasil, o grupo já teve vários encontros — um de seus hits, que até deu nome ao álbum de 1998, foi uma regravação de ‘Família’, dos Titãs. Uma lembrança do Molejo é o papo que levaram com o astro romântico Julio Iglesias.

Versão espanhola de 'Paparico' foi gravada

“Acredita que ele gravou uma música nossa?”, indaga Anderson. Sim, é verdade: o cantante espanhol verteu o sucesso ‘Paparico’ para ‘Mamacita’. A menção a Julio faz todos do Molejo iniciarem um coral para cantar o hit ‘Coração Apaixonado’. Anderson conta o resto da história. “Fomos encontrá-lo num hotel e ele falou que gostava da nossa música! Pensamos: ‘Ih, tá de sacanagem, não deve nem saber quem é a gente’..Mas ele é nota mil, conhecia, sim.”

Recentemente, o grupo refez a amizade com o ex-integrante Andrezinho. “Isso estava me incomodando. Estávamos há sete anos sem nos falar. Minha mãe o adora, meu filho é colado com ele, o filho dele é colado comigo! Todo mundo cobrava que voltássemos a ser amigos”, diz Anderson. “Já está tudo resolvido. Foi um desgaste natural de 30 anos de amizade. E tem uns cambonos de artista por aí, uns puxa-sacos, que vou te contar...”

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