Na série ‘As Canalhas’, bullying na infância provoca ira e sede de vingança

Trama traz personal vingativa arma para aluna não emagrecer

Por O Dia

Thaila Ayala (E) no papel da vingativa personal Danielle%2C fará de tudo para impedir que sua inimiga de infância%2C Carolina%2C vivia por Fabiana Karla (D)%2C emagreçaGuilherme Maia / GNT / Divulgação

Rio - Magra versus gorda. O ringue está armado e a disputa vai ser peso-pesado. Thaila Ayala (Danielle) irá desfrutar de uma doce vingança contra Fabiana Karla (Carolina), no episódio de terça-feira da série ‘As Canalhas’, do GNT. Tudo começa no período escolar, quando Danielle era a gordinha e sofria bullying de Carolina. O tempo passa, Dani perde peso e vira personal de Carol, agora gorda. Na academia, a professora se deleita com a oportunidade de acabar com qualquer esforço da aluna para emagrecer.

Ícone de beleza, Thaila já sentiu na pele o que sua personagem enfrentou na adolescência, só que seu tormento era por causa da magreza. “Eu era complexada. Sempre fui a Olívia Palito, magricela... Na época, não queria nem ir para o colégio. Lembro que vestia três calças, uma por cima da outra, e usava enchimento no sutiã. Demorei anos para conseguir usar saia, porque achava minhas pernas horríveis. Queria ser mais forte, gostosa, tipo Sabrina Sato”, revela.

Bem diferente de Fabiana, que não enfrentou preconceito pelos quilos extras: “Nunca sofri bullying. Fui criada em um lar em que meu pai dizia 24 horas por dia que eu era linda. Você cresce com a autoestima bem trabalhada. Se alguém tentou fazer bullying comigo, foi frustrada a tentativa, porque eu nem cheguei a perceber.”

As duas, com objetivos opostos, já lutaram contra a balança. “Fiz regime de engorda mesmo. Comia sem parar e nada. Hoje, sou feliz com meu peso”, diz Thaila.

Já Fabiana entrega: “Fui fixa nessa coisa de balança. Nunca neurótica. A gente quer sair dos três dígitos, amor. Quando eu traço uma meta, vou ser fiel. Mas a gente vai amadurecendo, sabendo lidar melhor com as nossas formas. Eu conheço pessoas que se privam de tanta coisa... Sou nordestina, conversamos ao redor da mesa, e não dá para ser com bolo sem glúten, sem lactose, né? É puxado. Não estou condenando, porque eu passei uma época cortando coisinhas. Mas tem que ter moderação. Estou mais ou menos satisfeita com o meu corpo. Senti que estou com retenção de líquido bem forte, dei uma inchadinha, um probleminha na tireoide. Estou me preocupando com a saúde.”

Que há muita mulher canalha por aí, a pernambucana concorda: “Pra mim, canalhice maior é roubar o namorado da outra, fazer uma fofoca maldosa. Sinceramente, estou tão longe dessa realidade...”

Thaila é outra que não paga na mesma moeda. “Deus me livre, de jeito nenhum”, garante ela, que costuma perdoar, dependendo da punhalada: “Não fui sempre assim, mas agora sofro tudo intensamente, quebro copo, explodo, depois passa, e vida que segue...”

Vaidade para a atriz e humorista só é prioridade fora de cena. “Já fiz coisas no ‘Zorra Total’ em que fiquei horrorosa. Na vida real, quero estar bonita. Mas tento não me expor ao ridículo. Não tem necessidade de mostrar uma banha. Por quê? Porque pode constranger uma menina de 13 anos, que está se formando e não é segura de si. Me preocupo como artista e como mãe. Às vezes, ficar descoberta demais não é pudor do corpo, é pudor de mulher.”

Que beleza abre portas ninguém duvida, mas, para a modelo e atriz, já foi uma barreira, sim. “Já perdi trabalho. Ouvi de um diretor que eu era muito bonita para a personagem, não que não era competente. Não podia dividir atenção com a protagonista. Não tenho o menor problema em desconstruir minha imagem. Acharia incrível. Seria capaz até de raspar o cabelo”, decreta Thaila.

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