Debora Lamm comemora 20 anos de carreira na peça ‘Mata Teu Pai’

Peça é adaptação do mito de Medeia. Atriz também segue na TV com o ‘Zorra’

Por O Dia

Rio - Debora Lamm comemora 20 anos de carreira e já começa 2017 realizando um projeto sonhado: o espetáculo ‘Mata Teu Pai’, com direção de Inez Viana, que estreia neste sábado (dia 7), no Espaço Cultural Sérgio Porto. O projeto está incluído no repertório da Cia OmondÉ, da qual a atriz também faz parte.

Debora feliz pelos 20 anos de atuação Divulgação

“O texto é da autora Grace Passô, que coloca como subtítulo da peça a frase: ‘2016, um ano inesquecível’. Vivemos tempos sombrios. A cultura e a educação estão desprestigiadas. O discurso deste espetáculo leva consigo denúncia. A arte não morrerá enquanto tivermos algo urgente a falar. A cultura é essencial para representação de um povo, é sua identidade”, esclarece Debora.

O espetáculo é uma livre adaptação do mito de Medeia (tragédia grega de Eurípides), vivida pela atriz, e questiona valores atuais, como o feminismo e o preconceito, através da personagem milenar. Debora estará em cena com 13 senhoras, todas moradoras da região da Gamboa, com mais de 65 anos, que formam um coro. “A nossa Medeia tem muito a dizer sobre nossos dias, nossos tempos tristes, nos quais imperam o retrocesso e a intolerância”, diz.

As duas décadas de trajetória deram fôlego extra à atriz. Além da peça, ela segue no humorístico ‘Zorra’, continua na estrada com o espetáculo ‘5x Comédia’, estreia o longa ‘Chocante’, de Bruno Mazzeo, e filma ‘Como É Cruel Viver Assim’, de Fernando Ceylão. “Ainda tenho muito a percorrer. Vou seguindo minha intuição, e procuro trilhar caminhos que me ajudem a me surpreender comigo mesma”.

Debora é uma atriz versátil e passeia bem pelos três veículos: teatro, cinema e TV. “Não tenho mesmo preferência. O teatro é minha escola. Cada um tem sua delícia, os três são desafiadores. O meu lugar é o da atriz”, garante. Ela acredita que o humor está além de um gênero e é “coisa séria”.

“O humor está no olhar, não descansa. É uma forma de enxergar o mundo, é um dom, uma sorte, faz a vida mais interessante. Traz leveza. Outro grande barato é a dose de crítica que ele carrega. O humorista é muito sério no seu pensamento. Ele sabe que pode transformar, gerar mudanças”.

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