Monobloco fecha o Carnaval com percussão de arrepiar

Nem o calor desanimou os 350 mil foliões que seguiram o desfile pelo Centro do Rio

Por O Dia

Rio - No último dia do Carnaval carioca, o Monobloco levou neste domingo uma multidão — 350 mil pessoas, segundo a Riotur — para cantar e dançar o repertório eclético no bloco. Ao som de releituras de MPB, sambas-enredo e funks, os foliões pularam quase quatro horas embalados pela tradicional percussão do grupo.

GALERIA: Monobloco toca a saideira do Carnaval no Centro

A concentração começou na Rua Primeiro de Março , no Centro, e o cortejo saiu pouco depois das 9h sob tremendo calor. Um dos fundadores do Monobloco, Pedro Luís ficou satisfeito com mais um desfile. “É muita responsabilidade sair com o bloco no último dia de Carnaval, mas também é um grande presente para nós”, comemorou. “Ano que vem estaremos oferecendo muito mais”, prometeu o músico.

Foliões se esbaldam ao som do Monobloco%2C no CentroEstefan Radovicz / AG. O DIA

A novidade de 2016 foi a estreia de uma rainha de bateria. O cargo foi ocupado pela cantora e atriz Emanuelle Araújo, que se vestiu de rainha de copas. “Estou comemorando o aniversário de 12 anos como moradora do Rio e fico muito feliz de ter sido escolhida”, disse a baiana.

Frequentadora assídua do Monobloco, Mariana Lima, 22 anos, disse não abrir mão do desfile todos os anos. “É o bloco mais democrático, com todos os tipos de música. Já virou tradição entre os meus amigos”, contou.

Músicas de artistas como Cássia Eller e Rita Lee tiveram destaque no desfile. O bloco também cantou clássicos de escolas de samba do Rio e sucessos, como os de Tim Maia e Elba Ramalho, levantaram o público.

Outra atração que chamou atenção do público foi o grupo de foliões em pernas de pau. Em uma parceria com a atriz Raquel Potí, o Monobloco usou seus perfis em redes sociais para chamar interessados em desfilar se equilibrando no alto das pernas de pau.

O encerramento aconteceu com clássicos de Jorge Ben Jor, como ‘País Tropical’. Enquanto pulava e cantava as músicas, o público recebeu uma chuva de papel prateado e serpentina nos refrões.