Felipe Simas, o Cobra de ‘Malhação’, estreia no papel de pai

Ator comemora a data ao lado do filho, Joaquim, e do patriarca, Beto, que soltou um palavrão quando soube que seria avô

Por O Dia

Rio - ‘Feito com muito amor”. É dessa forma que Felipe Simas apresenta Joaquim, de três meses, o mais novo integrante da família Simas, que, diga-se de passagem, conta com um time masculino de peso, também formado pelo capoeirista Beto Simas e pelos atores Bruno Gissoni e Rodrigo Simas.

Estreante na TV e no papel de pai, o intérprete do Cobra de ‘Malhação’ vive um momento especial ao lado da mulher, a estudante de jornalismo Mariana Uhlmann, com quem já divide o mesmo teto. “O Joaquim chegou me trazendo muita luz. No dia seguinte ao nascimento dele, o Fábio Zambroni (produtor de elenco) me ligou para dar a notícia de que eu tinha sido aprovado no teste para fazer ‘Malhação’. Eu queria gritar, mas não podia porque o bebê e a Mari estavam dormindo. Eu acredito que toda criança vem com um pão embaixo do braço. Junto com o Joca veio o trabalho, veio o sustento”, confidencia.

Felipe e Beto curtem o mais novo integrante da família%2C o pequeno Joaquim%2C de três mesesAndré Luiz Mello / Agência O Dia

Nesse Dia dos Pais, enquanto Felipe, de 21 anos, curte a recente paternidade, Beto, de 52, vive a delícia da sua primeira vez como avô. “É um amor dobrado. Pego o Joaquim no colo e me emociono. É uma criança que nasceu do meu filho. Isso é incrível! Semana passada, fui passear na praia sozinho com ele, dei mamadeira. Foi muito gostoso. Estou muito feliz”, afirma o capoeirista.

A alegria que tomou conta da família Simas veio imediatamente após o susto de saber que o caçula seria pai tão jovem. “Na hora que o Felipe me disse que a Mari estava grávida, soltei um palavrão. Mas, depois, sentei, conversei com o meu filho, disse que a responsabilidade dele ia dobrar e que ele teria que ficar ainda mais focado. Graças a Deus, veio o trabalho em ‘Malhação’. Sinto que ele está bem encaminhado na carreira, assim como o Bruno e o Rodrigo”, analisa o ex-modelo, também conhecido como Mestre Boneco.

Na novela da vida real de Felipe, um capítulo sempre esteve reservado para a chegada de um filho, mas ele admite ainda não ter o domínio completo dessa cena. “Não me sinto 100% preparado para criar um filho, mas a minha mãe (Ana Sang) sempre achou que eu seria o primeiro a lhe dar um neto. É que, além de ser apaixonado por criança, eu sou muito família, gosto de ficar em casa. Estou amadurecendo a cada dia com essa experiência”, avalia.

A coragem para encarar as surpresas da vida de frente é herança do patriarca. “Meu pai é um homem que vive de peito aberto e eu admiro muito isso nele. Sou muito parecido no jeito de ser com o meu pai”, revela. Beto, ao lado da ex-mulher, Ana, com quem foi casado por 25 anos, também passou outros valores aos meninos.

Felipe Simas com a mulher%2C Mariana%2C e o filho%2C JoaquimAndré Luiz Mello / Agência O Dia

“A gente fez o dever de casa certinho. Eles são educados, humildes, profissionais e sem estrelismo. Sempre falei que era preciso cumprimentar do servente ao presidente do mesmo jeito. Não me canso de reforçar que, ganhem o dinheiro que ganharem, estejam onde estiverem, todo mundo é igual, todo mundo vai para o mesmo lugar. Até me emociono quando as pessoas me param na rua para elogiá-los”, orgulha-se.

Com a chegada de Joaquim, Felipe passou a entender perfeitamente a educação rígida que recebeu. “Meu pai me cobrava demais para eu me dedicar ao futebol, já que o meu sonho era ser jogador profissional. Também quero ser um pai presente para o Joaquim. Não sei que carreira o Joaquim vai querer seguir, mas ele vai jogar muita bola comigo”, brinca o ator, que trocou os campos pelos palcos depois de fazer uma peça de teatro.

A mudança de rumo profissional mais parece um texto curto perto do que vem acontecendo nos últimos meses na vida de Felipe. Desde o dia 14 de abril, o vilão de ‘Malhação’, que fora da ficção está mais para mocinho romântico, não para de passar por transformações. “Quando se tem um filho, a gente pensa dez vezes antes de fazer uma besteira. Estou bem menos nervoso no trânsito, fujo de estresse. Sempre lembro que tem alguém precisando de mim”, diz. Mas qual foi a maior mudança na vida do ator depois da chegada de Joaquim? “A minha vontade de voltar para casa nunca foi tão grande”, garante.

E no espetáculo da paternidade, Felipe faz questão de ser protagonista. O primeiro banho de Joaquim foi dado pelo pai, que também troca fralda e dá mamadeira. “Como o Joca não está mais no peito, agora eu posso alimentá-lo. A única coisa que não faço mais é levantar de madrugada, porque estou trabalhando muito e tenho que acordar cedo para gravar ‘Malhação’”, conta.

O ator teve a quem puxar. Beto sempre fez questão de acompanhar de perto o crescimento do filho do coração, o enteado Bruno Gissoni, e dos herdeiros biológicos, Rodrigo e Felipe. “Eu sempre fui paizão, de levantar de madrugada, dar banho, fazer tudo. Mas tenho que confessar que troquei mais fraldas do Bruno do que do Rodrigo e do Felipe. O Bruno estava com um ano e pouco quando eu casei com a Ana, era o primeiro filho, né? Agora sou pai e avô coruja”, reconhece.

Babador, aliás, é artigo que não pode faltar na casa dos Simas. Os tios famosos de Joaquim não desgrudam do sobrinho. “O Bruno é o padrinho, mas os dois são babões ao extremo. A Yanna (Lavigne, namorada do Bruno) também está apaixonada pelo meu filho. Já falei para o Bruno fazer logo um primo para ele poder brincar junto”. Um segundo herdeiro também está nos planos do casal. “O Joaquim é único até vir outro (risos). Mas não é para agora. Antes, preciso ter estabilidade profissional e comprar um apartamento”, diz o ator, que mora com a mulher e o bebê na casa da mãe. Hoje, toda a família Simas está reunida para comemorar o Dia dos Pais, com Felipe e Beto, claro, encabeçando o elenco.

Devoção à capoeira

Depois de morar 14 anos em Los Angeles, nos Estados Unidos, Beto Simas voltou ao Brasil recentemente disposto a continuar se dedicando a uma paixão de longa data: a capoeira. À frente do PGB (Projeto Ginga Brasil), o capoeirista, que ficou conhecido como Mestre Boneco, tem como objetivo levar a arte que o acompanha há quatro décadas para comunidades carentes, praças e cidades do interior.

“Por enquanto, a gente está funcionando na Casa do Pequeno Jornaleiro, na região portuária do Rio, mas quero avançar com esse projeto pelo país”, diz. “Tudo o que tenho na vida eu devo em grande parte à capoeira. Até a carreira de modelo e os trabalhos de ator que fiz foram consequência dessa arte que tem um grande poder transformador”, acredita.

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