Igor Angelkorte, o Clóvis de ‘Babilônia’, diz que seu personagem ‘é selvagem’

Se na novela Igor acha graça de ver amigos lutando pelo amor da mesma mulher, na vida real ator não gostaria de viver experiência parecida

Por O Dia

Rio - O sem noção. Bem que esse poderia ser o título do filme que o Clóvis de ‘Babilônia’ tanto sonha fazer, principalmente se a história girasse em torno de sua própria existência. Quem se diverte com o personagem é seu intérprete, Igor Angelkorte, 27 anos. “O Clóvis é um selvagem, no sentido de ser um cara que faz o que está a fim de fazer, que não tem verniz social. Ele é o oposto do Norberto (Marcos Veras), o melhor amigo, com quem divide apartamento”, diz.

Não é à toa que a convivência entre os dois passa longe de ser pacífica. A relação ao estilo gato e rato mais parece a de um casal, embora os dois sejam heterossexuais convictos. “O fato de morar juntos é que faz com que eles tenham uma rotina como a de um casal. As nossas cenas se baseiam em implicância de casal, ciúme de casal. No fundo, eles são dois solitários, dependentes um do outro. Se um deles realmente ficar com a Valeska (Juliana Alves), o que será do outro?”, questiona o ator.

Igor diz se divertir com Clóvis%3B em ‘Além do Horizonte’%2C com Laila Zaid%3B e com a namorada%2C Aline FanjuBruno de Lima / Agência O Dia

Se em ‘Babilônia’ Igor acha graça de ver o Clóvis e Norberto lutando pelo amor da mesma mulher, na vida real o ator não gostaria de viver uma experiência parecida. “Caso estivesse solteiro e me envolvesse com a mesma mulher que um amigo, esse conflito se resolveria de uma maneira mais breve. Mas, na ficção, o bacana é a lente de aumento”, comenta ele.

Na tal lente de aumento, corriqueiramente usada no humor, vale até ficar sem roupa o tempo todo, como Clóvis faz quando está em casa. “Todo mundo em alguma medida fica à vontade em casa. E, se não fica, deveria ficar, porque é importante ter uma relação boa com o corpo. Mas o Clóvis tem um exagero, claro!”, frisa, complementando: “Eu preciso ficar um pouco mais comportado em casa, porque onde moro tem um prédio bem em frente. Ainda correria o risco de alguém me fotografar e a foto ir parar na internet.”

Igor vive sozinho na Zona Sul do Rio e não se vê na situação de Clóvis e Norberto. “Só dividiria apartamento com amigo se estivesse precisando. Só por necessidade mesmo. É legal ter o meu espaço, poder ficar em silêncio, até para deixar o ócio criativo se dar”, explica. Ter um amigo morando na mesma casa é coisa fora de cogitação para o ator, que pensa diferente em relação a dividir o mesmo teto com a namorada, a atriz Aline Fanju, com quem está há três anos e meio. “A gente está passando as etapas devagarzinho. Nós começamos namorando, isso foi amadurecendo e, hoje em dia, a gente pensa em morar junto em algum momento. Cada vez mais nós dormimos juntos, cada vez mais temos coisas no armário um do outro. Sou de fácil convivência, ao contrário do Clóvis”, diverte-se.

De acordo com a teoria da evolução defendida por Igor, seu casamento é só uma questão de tempo. Mas que ninguém espere ser convidado para testemunhar o clássico ‘sim’ em uma igreja. “Para a gente, morar junto significa casamento. O meu compromisso é com a Aline e o dela é comigo. Não pensamos em casar nos moldes tradicionais. Para mim, a questão prioritária é o amor, ter uma boa companhia, uma pessoa legal que me traga coisas boas. Sou um cara amoroso”, confidencia.

O olhar solar para vida é outra marca registrada do ator, que atuou anteriormente na TV em ‘Além do Horizonte’ e ‘Dupla Identidade’. “Sou bem-humorado e me considero um cara bem otimista”, revela.

Uma característica que não é forte em Igor é a vaidade. “Se deixar, eu tenho uma calça jeans, um tênis e só. Ando tentando estar mais atento nesse sentido, não pela fama, mas por mim mesmo. Só sou vaidoso no aspecto do trabalho, do perfeccionismo. Fico mal quando não gosto de uma cena que fiz”, admite o ator, que vem tendo experiências em direção. “Estou dirigindo a próxima montagem da minha companhia de teatro, a Probástica, codirigindo uma peça com o Miguel Thiré e acabei de dirigir uma websérie, ‘Ferrugem’. É só colocar no YouTube, que está lá. Essa foi minha primeira experiência no audiovisual, mas teria o maior prazer em dirigir um trabalho na TV.”

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