Marcos Pasquim posa em ensaio exclusivo e fala dos cuidados com a saúde

'Trato bem da máquina para envelhecer melhor', diz o ator

Por BRUNNA CONDINI | brunna.condini@odia.com.br

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Calça - Docthos
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Rio - Geminiano que em junho do ano que vem completa 50 anos, Marcos Pasquim, intérprete do biólogo e pescador Marino em 'O Tempo Não Para', só quer saber de viver. E bem! Com disposição e cuidando da saúde desde sempre. Convidado para estrelar nossa primeira edição masculina oficial, ele esbanjou simpatia e combinou com os looks que refletem charme e elegância para o homem de 50. Aquele que preza o conforto, mas não abre mão da beleza no visual.

"Adorei fotografar. Confesso que fico sem jeito com essa coisa de posar, mas foi bom. Curti as roupas também", explica o ator, contando que está encantado pelo atual personagem e pela inovadora trama das 19h.

 Para o ator, a novela é diferente porque o autor, Mario Teixeira, e seus colaboradores podem falar o que quiserem. "Pessoas que vieram do século 19 para agora, perderam tudo. É tudo muito rico de temas", afirma. "Essa novela é um marco na televisão brasileira. Já tinha parado de ver novela, a última a que assisti foi 'Avenida Brasil', que era ousada, quebrou padrões de linguagem. Também foi um marco. Essa, assisto não só porque faço, eu curto".

TRAJETÓRIA

É compreensível o pudor do paulista diante de lentes que não sejam as câmeras de um set. Afinal, os tempos de modelo ficaram duas décadas para trás. "São 26 anos de trajetória. Comecei no teatro. Antes, fui um monte de coisa. De office boy, passando por programador a modelo. Comecei a trabalhar com 14 anos", lembra.

"Morava na Freguesia do Ó, onde se passa a novela, e trabalhava perto de Interlagos. Atravessava a cidade toda e entrava às 6h. Já era modelo e foi nesta época que pintou o convite para a peça 'Blue Jeans' em São Paulo. Quando me vi com 1.200 pessoas aplaudindo, mesmo fazendo parte do coro e só tendo uma fala, percebi que tinha me encontrado".

Ele revela que virar ator não foi algo planejado. "A carreira aconteceu para mim. E investi, fui estudar, trabalhei muito", garante. "Nesta época, conheci o Wolf (Maya). Soube que ele ia fazer uma novela e tinha um personagem que era a minha cara. Falei com ele e me mudei para o Rio. Foi minha primeira novela, 'Cara e Coroa'(1995)".

ESPECIALISTA NO HORÁRIO

A parceria de longa data de Pasquim com o autor Carlos Lombardi começou logo depois. "Conheci o Lombardi quando fiz 'Malhação', foi ele quem me convidou", conta. "Quando a minha participação estava acabando, pedi para continuar. Ele disse que não tinha jeito, porque meu personagem tinha que ir embora da trama, mas prometeu me chamar para um próximo trabalho. E em 1999, fui fazer 'Uga Uga'. Daí pra frente, não saí mais da Globo. A maioria das novelas que fiz foram no horário das sete. Podemos dizer que sou um especialista", diverte-se.

Ele hoje acha graça da fama de galã adquirida nesta época. "Ficava sem camisa porque estava no roteiro. Como ator, nunca discuti isso, faz parte do trabalho. Sempre fui um ator disponível. Mas havia pessoas que se incomodavam com o fato de eu ser assim. Nunca tive vergonha do meu corpo. Cuido da minha saúde, com exercício, alimentação, boas noites de sono. O meu corpo é resultado disso".

E o ator conclui: "Chegou uma hora que passei a não ligar mais. Trabalhei muito com o Lombardi, e isso era uma tônica dele. Ele me reservava, virei um protagonista dele. Antes de mim, tinha Mario Gomes, Humberto Martins. Tanto os homens quanto as mulheres ficam mais desnudos. Tudo com leveza, tom de comédia. Na nossa última parceria, 'Guerra e Paz' (2008), fizemos algo diferente. Depois, ele foi para a Record".

MATURIDADE

Prestes a completar 50 anos, com barba e cabelo grisalhos e em ótima forma, o ator esbanja vitalidade e garante não ter medo de envelhecer. "O melhor de viver muito é a experiência que adquirimos. Isso te alerta para não entrar em roubadas. O pior é a máquina envelhecer. Então, procuro cuidar bem da máquina para ela envelhecer melhor".

Pai de Alicia, 14 anos, da sua união com Fabiana Kherlakian, ele entrega sua versão 'pãe'. "Claro, ela tem mãe. Mas, no dia a dia, acaba ficando mais tempo comigo", conta. "A maior dificuldade em educar hoje é que, na nossa infância, por exemplo, não tinha celular, tanta informação disponível para a criança. Hoje, elas perguntam menos para os pais e mais para o Google. Mas sou um pai muito relax, só cobro ir bem na escola e cuidar da saúde. O resto é comigo".

Atualmente solteiro, após dois casamentos, Pasquim não descarta uma nova relação. "Não estou à caça. A idade traz tranquilidade. Se acontecer, ótimo. Procuro bom humor, verdade e cumplicidade. Claro que, se me apaixonar, caso de novo. É consequência de um relacionamento que dá certo", diz.

E na carreira, o ator sonha com novos desafios: "Quero um vilão. Só fiz um até hoje". 

 

Coordenação: Brunna Condini

Produção de moda: Rodrigo Barros

Assistente: Fernanda Cruz

Fotógrafo: Guilherme Lima

Beleza: Mariana Walsh

Agradecimento especial: Ilha do Itanhangá

 

Galeria de Fotos

Blazer - Raffer Tênis - Mr. Cat Camisa - Ogochi Calça - Docthos Guilherme Lima
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