A importância do 'não'

Por *Aventuras Maternas

 Beatriz Leite e os filhos Alice, Tomas e Dante:
Beatriz Leite e os filhos Alice, Tomas e Dante: "falar 'não' olhando nos olhos" -

"Educar é semear com sabedoria e colher com paciência", diz Augusto Cury sobre o processo do aprendizado. E é preciso ir além do afeto diário para criar um ser humano com bons valores, é necessário saber impor limites e mostrar a importância de respeitar regras que serão importantes durante toda a vida. Mas como fazer isso quando o filho não respeita o que é dito?

Para a psicóloga Camila Cury, diretora geral da Escola da Inteligência, embora normalmente exista muita culpa por parte dos pais na hora de repreender os filhos, é preciso entender que não é porque a criança está chorando que não os ama. "É fundamental que entendam que se o filho chora e faz birra, é porque não consegue argumentar. Todas as crianças fazem isso, faz parte do desenvolvimento", explica. Por isso, é importante que os pais respeitem a necessidade da criança de extravasar e depois se exponham para mostrar que a atitude da criança interfere no seu sentimento. "Não se desesperar junto com a criança é fundamental", completa Camila.

E como fazer eles obedecerem? Falar olhando nos olhos é um bom começo. Beatriz Leite, mãe de três, conta que os dois primeiros nunca deram problemas, mas o terceiro compensou pelos irmãos. "Insisto dizendo 'não', mostrando o que está fazendo de errado. Como ele é pequeno, costumo sempre abaixar na mesma altura que ele para nos comunicarmos", comenta.

Vitor Friary, psicólogo, especialista em meditação e autor do livro 'Mindfulness para Crianças', tem mais algumas dicas. Como introduzir no máximo duas regras por vez; deixar as crianças aprenderem a partir das consequências de suas experiências, como se um brinquedo quebrar, não comprar outro; apresentar comandos simples e curtos, não mudar regras ao longos dos dias; e transformar tarefas em jogos e brincadeiras.

Mas atenção: existe um detalhe de ouro que deve ser sempre lembrado - o exemplo. "As regras precisam ser válidas para todos. Mais do que falarmos, nossos comportamentos dizem muito. O ato tem um impacto muito maior do que as palavras", lembra Iara Luisa Mastine, psicóloga e 1ª facilitadora em Parentalidade consciente pela Academia de Parentalidade, de Portugal.

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