Economia

O próprio negócio é uma das alternativas em meio à crise

País tem 6,5 milhões de microempreendedores, um crescimento de 1 milhão nos últimos 12 meses

Rio - Vanessa Nazário tem um salão de beleza. Queli Dias investe na confecção de roupas fitness com estampas exclusivas. E Camille Valverde vende cosméticos e bijouterias. Elas fazem parte de um universo de mais de 6,5 milhões de brasileiros que optaram pelo microempreendedorismo para sobreviver, reduzindo despesas com impostos. Um crescimento de um milhão de novos microempreendedores nos últimos 12 meses. O índice faz parte de um levantamento do Portal do Empreendedor, da Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa (SMPE) e da Receita Federal.

Roupas da microempreendedora Queli Dias são exibidas na vitrine Divulgação

São pessoas que se formalizaram com pequenos negócios, com faturamento anual de até R$ 60 mil, e se tornaram microempreendedores individuais (MEI). Para estimular a categoria, o presidente Michel Temer vai lançar hoje, data comemorativa à Micro e Pequena Empresa no país, um pacote de ações voltadas à ampliação de linhas de crédito em parceria com instituições financeiras para MEIs e pequenas empresas.

A designer de estampas Queli Dias é exemplo de quem vestiu a camisa de microempreendedora. Dona da Fenomenalle, empresa de confecção de roupas fitness, ela acredita que a maior vantagem é a possibilidade de pagar tributos menores. “Outra facilidade é que essa modalidade não exige contador. O próprio empreendedor pode fazer seus controles financeiros e consegue um crescimento saudável”, analisa.

São trabalhadores que passam a ter benefícios, como CNPJ, aposentadoria, auxílio-maternidade, auxílio-doença e redução de carga tributária. Direitos que deram à cabeleireira Vanessa Nazzari uma sensação de segurança nos últimos cinco anos, quando se tornou microempreendedora individual. “Na prática, para quem é autônomo, essa é uma forma de ter tranquilidade para trabalhar. A formalização dá segurança e também facilita acesso ao crédito e juros menores no banco”, afirma.

Prestes a lançar a ‘Meu por 20’, loja de cosméticos e bijouterias, a economista Camille decidiu se regularizar antes mesmo de abrir a empresa. “Com o cadastro, você consegue ter os benefícios de pessoa jurídica sem a burocracia e investimento de abrir uma nova empresa”.

De olho nesse nicho, instituições financeiras apostam em produtos voltados para o crescimento e aumento da competitividade de microempresários. É o caso do Bradesco. “Temos a tradição de apoiar o empreendedorismo. Atualmente, 90% da base dos nossos clientes Pessoa Jurídica são micro e pequenas empresas, que contam com amplo portfólio de produtos de crédito para financiar o seu capital de giro e expansão dos seus negócios”, afirma Altair Antônio de Souza, diretor executivo do banco.


ORIENTAÇÕES

Mais de 100 profissões

*Mais de 100 profissões podem ser asseguradas pelo MEI. Com alguns cliques, a empresa pode ser aberta no Portal do Empreendedor (www.portaldoempreedor.gov.br), sem custos. A partir desse registro, o empreendedor pode emitir notas fiscais — passo importante para ampliar a capacidade de vendas e da prestação de serviços

*Após a formalização, o empreendedor terá custos mensais bem menores, se comparados às despesas de uma pequena empresa. Ele precisará pagar apenas R$ 50 por mês de taxa

*Com isso, esses trabalhadores também passam a ter benefícios, como o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), aposentadoria, auxílio-maternidade, auxílio-doença e redução de carga tributária.


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