Rio - A votação do projeto de venda da Cedae para viabilizar empréstimo de R$ 3,5 bilhões ao Rio começa hoje na Alerj e deve terminar na quinta-feira. A privatização da companhia é prevista no plano de recuperação fiscal do estado e, ao ser anunciada o governo garantiu que possuía maioria para aprová-la. Mas esse cenário vem mudando diante da pressão do funcionalismo, que é contra a venda, e da oposição. Não há mais como cravar votos favoráveis — tudo pode mudar — e, segundo fontes, pelo menos cinco deputados da base governista pretendem faltar às sessões.
A negociação do Executivo e da base na Alerj para convencer pelo votos favorável não para. E as mudanças de posição acompanham esse ritmo. Mas se, de fato, houver muitas ausências estratégicas — ou seja, de quem estaria apoiando o governo —, vai afetar diretamente o resultado da votação.
Ao todo, o texto recebeu 211 emendas. Hoje, haverá reunião do colégio de líderes às 10h para discutir os aditivos e tentar chegar a acordos. Em seguida, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) dará parecer sobre as emendas acordadas, e o texto base deverá ser votado. Os aditivos que não forem incluídos no texto poderão ser novamente apresentados com destaque no plenário pelos deputados.
A votação está marcada para as 11h. Para o texto ser aprovado, é preciso maioria simples: a maioria que estiver presente no plenário. Ou seja, o texto avança caso a metade dos deputados presentes e mais um votem favoravelmente. O mesmo vale para a rejeição.
Contrário à privatização da companhia, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) fará vigília hoje e frente à Alerj a partir de 10h. O grupo convoca todas as categorias para o ato e contará com carro de som e cartazes.
E, amanhã, o Muspe fará protesto ao meio-dia. “A questão da Cedae é emblemática e vai colocar um ponto final nesse governo”, declarou um dos líderes do Muspe, Ramon Carrera.
“Vamos colocar em pauta projeto de governo para a próxima gestão e tentar colaborar para o estado sair do caos”, completou.






