Economia

Coluna do Servidor: Como governo do Estado, municípios atrasam salários

Com exceção de Nova Iguaçu, que conseguiu quitar os débitos, as outras prefeituras ainda carregam esses problemas

Rio - Servidores de municípios do Rio vivenciam situação semelhante à do funcionalismo estadual: eles amargam atrasos salariais e acúmulo de dívidas. As três principais cidades da Baixada — Duque de Caxias, São João de Meriti e Nova Iguaçu — herdaram das gestões anteriores pendências com a folha de pagamentos. Com exceção de Nova Iguaçu, que conseguiu quitar os débitos, as outras prefeituras ainda carregam esses problemas.

O prefeito Washington Reis (PMDB), de Caxias, sucedeu Alexandre Cardoso (PSD) e herdou débitos dos salários de outubro até dezembro, além do 13º. Reis chegou a pagar atrasados e, na última semana, a Defensoria conseguiu na Justiça o arresto nas contas municipais para finalizar o crédito de dezembro. A prefeitura informou que na última sexta foi concluído o pagamento e que o prefeito vem fazendo “esforço orçamentário para sanar dívidas deixadas pela administração anterior”.

Mas a atual gestão atrasou salários de 2017. O de junho não foi pago e falta maio para inativos. A informação é a de que os arrestos prejudicaram depósitos e de que, conforme entrar recursos no caixa, créditos serão feitos.

Em São João, o ex-prefeito Sandro Matos (PHS) deixou dívidas. Para ativos, faltaram os meses de outubro a dezembro e o 13º. Aposentados e pensionistas viraram o ano sem parte de julho, e os meses de agosto até dezembro e o 13º. O atual prefeito, Dr. João (PR), pagou dezembro e 13º aos ativos. Para inativos e pensionistas quitou parte de julho, dezembro e 13º. Para quitar agosto a novembro foi fechado acordo com sindicatos para parcelar em 12 vezes. Foram pagas as duas primeiras. Os salários deste ano estão sendo pagos, e, na última sexta, junho foi depositado.

N. Iguaçu quitou três folhas de 2016 (novembro, dezembro e 13º) deixadas por Nelson Bornier (PMDB), em cerca de R$130 milhões. O prefeito Rogério Lisboa (PR) disse que foi “enorme desafio” quitar tudo. “Tivemos que fazer ajuste fiscal, cortando despesas e chamando fornecedores para renegociar. Resolver salários dos servidores era a prioridade do governo”, afirmou ele, acrescentando que, em 2018, “com as contas em dia”, espera que a prefeitura aumente sua capacidade de investimento para ter melhorias necessárias em Nova Iguaçu.

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