Empregos & Negocios

Veja como economizar com o casamento

Cerimônias em locais públicos, com ajuda de amigos e até de outras noivas nas redes sociais. Vale tudo para poupar

Rio - O tempo em que somente a família da noiva arcava com os custos do casamento é coisa do passado. A megafesta e o vestido de princesa também. Mas a mudança mais significativa está no valor desembolsado para a troca de alianças. Agora, bem mais ao alcance do bolso dos brasileiros de todas as classes sociais. Os profissionais da área explicam que esse mercado se adaptou à crise econômica do país. Portanto, não é preciso deixar a crise passar para realizar o sonho do matrimônio. Basta seguir as tendências. 

Estilista mostra catálogo de vestidos. Hoje, o termo da moda é o ‘mini wedding’, casamento feito em menores proporções, para reduzir gastos Divulgação

Para Sheila Assuf, proprietária da Casa Assuf, o primeiro passo é priorizar o que é essencial. O termo da moda é o ‘mini wedding’ — casamento pequeno, em tradução livre do inglês para o português. Na prática, são casamentos celebrados em cerimônias menores, para menos convidados. “Os noivos devem pensar nas pessoas que realmente importam. Já o local da cerimônia precisa ter relação com a história do casal. Pode ser um lugar público, como uma praia, que está super em alta. Ou uma praça do bairro em que o casal se conheceu. Isso ajuda a diminuir custos e torna a cerimônia ainda mais significativa”, argumenta.

A ajuda de todos, dizem os profissionais, hoje é fundamental. Se antes apenas o casal se envolvia com o casamento, hoje é comum que parentes e amigos também participem de forma efetiva. Pode ser que aquele primo designer, por exemplo, dê uma força na produção dos convites. Ou que a vovó, dona de uma receita famosa na família, prepare os quitutes da cerimônia. “Quando isso acontece, costumamos batizar o docinho em referência ao parente que o preparou. É uma solução criativa, que enxuga custos e agrega a família”, aponta o cerimonialista Daniel Claret.

O perfil da noiva também mudou. Segundo Sheila, ela está mais prática. Delega funções a amigas ou parentes e se associa a outras noivas. Na internet, elas têm se unido para trocar informações em grupos nas redes sociais, em blogs especializados e até no WhatsApp. “As compras coletivas têm sido frequentes. Um chinelo personalizado que sai a R$ 8 a unidade pode ser vendido por R$ 3 se 50 noivas fecharem negócio ao mesmo tempo. Promoções assim surgem nas redes sociais”, ensina Claret.

Casa Assuf, em Copacabana, oferece coleções mais atrativas aos clientes em tempos de crise, com vestidos pré-moldados. Peças reutilizadas de festas anteriores também são Divulgação

Pré-moldados reduzem valor dos vestidos de noiva

Item essencial do casamento, o vestido da noiva não é mais o vilão da história. O lojista se viu obrigado em pensar em alternativas. Na Casa Assuf, por exemplo, a solução foi investir em coleções de vestidos pré-moldados. “A noiva apenas escolhe alguns detalhes de sua preferência, que pode ser em relação às mangas ou saia. Mas o modelo do vestido já está pronto. Com isso, conseguimos reduzir o custo final em cerca de 40%”, garante Sheila Assuf, que cria e desenvolve os produtos.

Para driblar a crise, muitas mulheres estão reutilizando vestidos de cerimônias anteriores. “Podem ser releituras do vestido de casamento da mãe ou do vestido que a própria noiva utilizou na festa de debutantes. Bastam alguns ajustes”, explica Daniel Claret.

No ateliê do estilista Gugu Fernando, no Casa Shopping, na Barra da Tijuca, a solução tem sido substituir artigos de luxo por outros mais em conta, sem prejuízo do produto final. “Em vez do cristal e do vidrilho, por exemplo, estamos usando o paetê francês, que é mais barato e mantém o mesmo brilho do vestido”, explica o estilista. 

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