Presidente eleito, Jair Bolsonaro - Agência Brasil
Presidente eleito, Jair BolsonaroAgência Brasil
Por ESTADÃO CONTEÚDO

Brasília - O presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL), estava reunido no início da tarde desta terça-feira com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, e outros integrantes da corte. Segundo auxiliares de Rosa, a visita ao TSE é de cortesia e tem caráter institucional

Acompanham a audiência no gabinete de Rosa Weber o vice-presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, e os ministros Edson Fachin, Og Fernandes, Tarcísio Vieira, Jorge Mussi e Admar Gonzaga - todos integrantes da composição titular do tribunal.

Os ministros substitutos do TSE Sérgio Banhos e Luís Felipe Salomão também estão presentes. Do lado de Bolsonaro, vieram o advogado Gustavo Bebianno (cotado para assumir a Secretaria-Geral da Presidência) e o general Hamilton Mourão (PRTB), futuro vice-presidente da República.

Logo após a confirmação do resultado do segundo turno, Rosa telefonou para Bolsonaro, parabenizou o deputado federal pela vitória nas urnas e o convidou para visitar o edifício-sede do TSE.

Durante a campanha eleitoral Bolsonaro entrou em rota de colisão com o TSE, ao lançar suspeitas de fraude sobre o sistema das urnas eletrônicas e insistir na defesa do voto impresso.

Falhas

Na segunda-feira, a Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) finalizou parecer em que apontou uma série de irregularidades e indícios de omissão de gastos eleitorais na prestação de contas da campanha vitoriosa de Bolsonaro à Presidência da República.

A Asepa identificou um total de 23 falhas, como indícios de recebimento indireto de doações de fontes vedadas, ausência de detalhamento na contratação de empresas e comprovação de serviços efetuados e até mesmo informações divergentes entre os dados de doadores constantes da prestação de contas e aquelas que constam do banco de dados da Receita Federal.

A área técnica do TSE pediu que seja concedido um prazo de 72 horas para que Bolsonaro complemente dados e documentação, além de apresentar esclarecimentos sobre as dúvidas levantadas pela unidade técnica

"Ao efetuar o exame das manifestações e da documentação entregues pelo candidato, em atendimento à legislação eleitoral, foram observadas inconsistências nos registros na prestação de contas", diz o parecer do TSE.

De acordo com a área técnica da Corte, a prestação de contas de Bolsonaro informa doações às campanhas de Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, filhos do presidente eleito, que totalizam R$ 345 mil, mas não informou os doadores originários dos recursos. Também foram identificadas doações recebidas de outros candidatos ou partidos políticos com informações divergentes na prestação de contas dos doadores, aponta a Asepa.

Segundo o Broadcast Político apurou, a prioridade da área técnica do TSE é o exame da prestação de conta de Bolsonaro, que saiu vitorioso das urnas e precisa obedecer uma série de ritos processuais para a diplomação.

Neste primeiro momento, a força de trabalho é direcionada exclusivamente para o presidente eleito. Os demais candidatos que disputaram o Palácio do Planalto serão analisados depois de Bolsonaro.

Procurada pela reportagem, a defesa de Bolsonaro disse que as dúvidas da área técnica do TSE serão respondidas dentro do devido prazo. O relator da prestação de contas é o ministro Luís Roberto Barroso, que analisará o parecer da Asepa.

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