Por fabio.klotz

Japão - Nas quadras de vôlei, ela já se consagrou com um ouro olímpico e o privilégio de marcar o último ponto da vitoriosa campanha brasileira nos Jogos de Londres (2012). Mas, aos 27 anos, Fernanda Garay ainda não sentiu o gostinho de ser campeã do Grand Prix. Com status de quinta maior pontuadora da atual edição, com 141 pontos, ela está de volta ao Japão, onde jogou pelo NEC, agora com a missão de ajudar a seleção brasileira a conquistar o título que não vem desde 2009. A fase final começa na quarta-feira, em Sapporo.

Fernanda Garay é um dos destaques da seleção brasileiraDivulgação

“Realmente não tenho esse título. Essa é a minha terceira edição do Grand Prix. Em qualquer campeonato que entramos, nosso objetivo é fazer a final. Esse campeonato vai fazer o grupo se fortalecer para chegarmos ainda melhores ao Sul-Americano, que é classificatório para o Mundial”, afirmou Garay.

Das jogadoras que ainda disputam o título do Grand Prix, ela é a maior pontuadora. As quatro principais já foram eliminadas: Goncharova (Rússia, com 184 pontos), Bethania de la Cruz (República Dominicana, com 177), Havlickova (República Tcheca, com 168) e Skowronska (Polônia, com 168).

A estreia na fase final será às 3h30 (de Brasília) de quarta-feira, contra os Estados Unidos, em Sapporo, diante de uma torcida que Garay conhece bem.

“É sempre bom jogar no Japão. É um país de que gosto muito. Vai me trazer boas lembranças de uma época feliz”, contou.

A experiência no vôlei japonês, na temporada 2010/2011, foi a sua primeira no exterior. Agora, já como campeã olímpica, ela vive a expectativa de jogar novamente fora do País, dessa vez no Fenerbahce, da Turquia.

“Minha expectativa é a melhor possível. Teremos muitas competições importantes e uma equipe forte. Vamos ter grandes chances de nos apresentar bem e chegar às finais. Já sei onde vou morar. Depois do Torneio de Alassio, com a Seleção, tive a oportunidade de conhecer toda a estrutura do clube e as pessoas que vão trabalhar comigo. Começo a treinar lá logo depois do Sul-Americano e vou morar em um apartamento perto do clube”, revelou Garay, esperando desembarcar na Turquia novamente como campeã pelo Brasil.

Em busca do nono título

Além de enfrentar os Estados Unidos, na quarta-feira, o Brasil terá pela frente, na fase final do Grand Prix, as seleções de Japão, Itália, Sérvia e China, respectivamente, até o dia 1º. Oito vezes campeã do torneio, a Seleção não sobe ao lugar mais alto do pódio desde 2009. Nos últimos três anos, o time do técnico José Roberto Guimarães ficou na segunda colocação.

Fã de Michael Jordan

O grande ídolo de Fernanda Garay não é do vôlei. Desde pequena, a gaúcha tem o americano Michael Jordan, uma lenda do basquete, como referência.

“O Michael Jordan é o meu maior ídolo até hoje. Quando criança tinha uma admiração muito grande por ele, que é uma referência de atleta, um exemplo de conduta”, elogiou Garay.

A campeã olímpica contou ainda que a admiração pelo basquete começou em casa: “Como meu pai jogava basquete, tenho muitas memórias dele dentro de quadra. Por isso, o primeiro esporte que eu conheci e gostei foi o basquete. Gosto muito de basquete, mas minha paixão hoje é o vôlei”.

Garay só lamentou não ter tempo para assistir às partidas da NBA: “Gostaria, mas não consigo. Os jogos são muito tarde e preciso dormir cedo porque, normalmente, tenho treino de manhã”.

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