Por ulisses.valentim
Rio - Dentro de campo, o Campeonato Brasileiro de 2013 se encerrou no dia 8, após a 38ª rodada, mas, fora dele, parece estar longe do fim. Nesta sexta-feira, às 11h, na última sessão do ano do Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), haverá a audiência que poderá definir o destino da Portuguesa.

A esperança de seus dirigentes é ver o clube, mandado para a Série B, semana passada, por ter escalado o meia Heverton de forma irregular na partida contra o Grêmio, ser mantido na elite por 5 votos a 0, a Primeira Comissão Disciplinar decidiu tirar quatro pontos do clube paulista.
Se isso não acontecer, eles devem recorrer à Justiça comum e a definição dos rebaixados, o Fluminense foi mantido na Série A, irá se arrastar para o ano que vem, sem previsão de quando (e como) chegará ao fim.

Presidente da Portuguesa espera ver a Lusa fora do rebaixamentoMárcio Mercante / Agência O Dia

O Pleno do STJD ainda julgará outros três casos (ver quadros abaixo). Em um deles, o Vasco pede a impugnação da partida contra o Atlético-PR, pela última rodada, alega que o jogo não tinha condições de ser retomado por causa da briga entre torcedores e que o tempo de paralisação excedeu os 60 minutos previstos no regulamento. O caso já foi rejeitado duas vezes pelo presidente do STJD, Flávio Zveiter.

Flamengo e Cruzeiro em pauta

Flamengo será julgado pela escalação irregular de André Santos contra o Cruzeiro, na última rodada do Brasileiro. Punido com a perda de quatro pontos no último dia 16, o Rubro-Negro pode ser rebaixado, caso a sanção à Portuguesa seja revista.

André Santos atuou de forma irregular contra o Cruzeiro, na última rodada do BrasileirãoMárcio Mercante / Agência O Dia

Já o Cruzeiro será julgado por ter relacionado o goleiro Elisson, que estaria sem contrato, na partida contra o Vasco, pela 36ª rodada. O campeão brasileiro foi absolvido em primeira instância e se for punido hoje com a perda de três pontos, não ficará sem o título, poisficou 11 pontos à frente do Grêmio, segundo colocado.

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Ida à Justiça comum está dentro da lei
A intenção da Portuguesa de ir à Justiça comum, se necessário, para se livrar da Série B não é inédita, será o nono caso em seis anos, e autorizada pela Constituição. Mas só em último caso, após se todos os argumentos na esfera esportiva serem esgotados.
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A decisão, que pode afetar o andamento de uma competição, desagrada ao STJD e à CBF. Procurador-geral do tribunal, Paulo Schmitt, pede coerência aos clubes.
“A Justiça comum tem morosidade, uma série de problemas que o esporte não pode aguardar, senão vira um caos, uma discussão que não acaba nunca”, disse Schmitt, que não teme que a Portuguesa recorra ao poder judiciário para ficar na elite.
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