Esporte

Carioca da gema, Raoni Barcelos é o mais novo representante do Brasil no UFC

Oriundo do subúrbio e filho de lutador, ele quer fazer história no esporte

Rio - O maior evento de artes marciais mistas do mundo se rende ao talento de um legítimo representante do subúrbio carioca. Raoni Barcelos, de Marechal Hermes, um dos principais nomes do MMA nacional, assinou recentemente contrato com o UFC e pode fazer sua estreia no próximo sábado, em São Paulo, mas ainda aguarda a definição de seu adversário na categoria peso-galo, já que o americano Boston Salmon se lesionou durante os treinamentos.

Sonhando em seguir os passos de lendas brasileiras na organização, como Pedro Rizzo e José Aldo, o mais novo contratado do UFC não pensa em deixar as raízes suburbanas de lado."Estou muito feliz de levar Marechal Hermes para o mundo, todos vão ter a oportunidade de conhecer. Conto com a torcida de todo o bairro", diz o lutador.

Raoni treina em Manguinhos Luiz Ackermann / Agência O Dia

PAI HERÓI

Faixa-preta em jiu-jítsu e especialista em luta olímpica (wrestling) foi representante do Brasil no Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro , Raoni provou ser um lutador completo ao vencer a maioria de seus confrontos por nocaute. Surpreendente até mesmo para quem participa de competições de artes marciais desde os 5 anos, sob o comando do pai e treinador Laerte Barcelos, da Equipe Rizzo Ruas Vale-Tudo e um dos expoentes do jiu-jítsu brasileiro.

"Meu pai é tudo na minha vida. Ele mostrou o caminho a ser seguido e eu segui. Tenho a oportunidade de passar isso para as crianças no projeto Para Sempre Vencedor, no qual eu trabalho com ele, em Marechal, e no Usina de Campeões, em Manguinhos. Acho que todo conhecimento que ele me passou, as palavras, tudo isso tem um valor muito grande na minha vida", afirma Raoni, ao falar sobre sua trajetória no esporte.

Na categoria peso-pena (até 66 kg), ele conquistou o cinturão em todos os eventos que participou Shooto e WFC, em 2012, e RFA, em 2016. Agora, seu objetivo é repetir o feito entres os melhores lutadores do planeta, ainda que em uma categoria abaixo da habitual.

O carioca de 30 anos tem um cartel de 11 vitórias em 12 lutas. Retrospecto que o colocou no radar de Dana White, o homem todo-poderoso do UFC. E o chamado veio às pressas, após a lesão de Augusto Tanquinho na preparação para a luta contra Boston Salmon, há menos de um mês do evento. Mas ele revelou que não foi pego de surpresa: "Já estávamos estudando os possíveis adversários desde o UFC Rio (em junho). Estava esperando uma oportunidade nessa categoria (peso-galo) ou na de até 66 kg, em que sempre lutei. Então deixei o peso bem baixo e apareceu a oportunidade."

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