Carol Solberg - Reprodução
Carol SolbergReprodução
Por LANCE!
Rio - A jogadora de vôlei de praia Carol Solberg disse que as reações do governo e da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) às suas manifestações políticas foram mais duras do que em outros casos. Carol, que gritou "Fora, Bolsonaro", relembrou que os atletas de vôlei de quadra masculino Wallace e Maurício manifestaram apoio ao governo e receberam repúdio menos enfático e citou a diferença como uma "grande hipocrisia".
"Eu acho que todos têm o direito de se manifestar, para o que quiser, mas é uma grande hipocrisia a forma como a coisa se desenhou para o meu caso, porque as deles também foram manifestações políticas após uma partida", disse Carol durante participação no programa "Bola da Vez", da ESPN.
Publicidade
"Eles tiveram uma nota de repúdio da confederação, mas ela é extremamente diferente. Na minha, eles diziam que eu tinha manchado o torneio, que eu não agi com ética esportiva, foi bem diferente", completou.
Apesar de acreditar que qualquer pessoa que se manifestasse contra o governo seria "atacado", Carol afirma que o fato dela ser mulher também agravou a reação, ressaltando que o governo é machista.
Publicidade
"Quanto a ser mulher, eu acho que qualquer pessoa que se manifeste contra esse governo tem chance de ser atacado, vai ser atacado, porque esse governo não sabe lidar com críticas. Mas eu ser mulher, isso aumenta muito! Porque é um governo extremamente machista, eles me olham e pensam: "Essa atleta, menina, falando de política...Fica quieta! Quem é você?"", disse ela.

"Então é isso, eu acho que tudo isso tomou proporções muito grandes por eu ser mulher, todos teriam sofrido o que eu sofri, mas não nas mesmas proporções, com certeza, não", finalizou.
Carol Solberg gritou "Fora, Bolsonaro" durante transmissão ao vivo, após conquistar a medalha de bronze na primeira etapa do Circuito Brasileiro de vôlei de praia.
Publicidade