Elenco do Botafogo espera pagamento de salários atrasados nesta sexta-feira

Perto de completar três meses sem receber, jogadores confiam na diretoria, que promete quitar parte dos débitos com o grupo

Por O Dia

Rio - Os jogadores do Botafogo vivem a expectativa de receber os salários atrasados ainda nesta semana. O clube espera que a ação movida pelo Sincicato dos Funcionários dos Clubes do estado do Rio de Janeiro (Sindeclubes) faça com que o depósito ocorra nesta sexta-feira. No próximo dia 8, o Glorioso pode chegar ao terceiro mês sem pagar seus atletas, o que vem gerando apreensão no clube, já que os jogadores podem pedir rescisão de contrato por falta de pagamento.

O presidente Mauricio Assumpção tem acompanhado os treinos do timeDivulgação

Mesmo sabendo da crise financeira, os jogadores deixam claro que os problemas fora das quatro linhas não atrapalham o desempenho da equipe. Pelo menos é o que garantiu o zagueiro Bolívar. Um dos líderes nos protestos pelo atraso dos salários, o camisa 4 revelou que o elenco do Botafogo está focado em buscar resultados positivos dentro de campo.

"Desde que conversamos pela última vez, nos foi passado que o pagamento sairia nesta sexta-feira. Mas já conversamos com a diretoria e garantimos que vamos nos preocupar exclusivamente com os nossos trabalhos e treinos. Nós confiamos na direção para pagar os nossos salários. Damos crédito à direção ", disse Bolívar, em entrevista coletiva após o treino desta quinta-feira, Dia do Trabalho.

Assim como nos últimos treinos, o presidente do Botafogo, Mauricio Assumpção, acompanhou a atividade desta quinta. Ele tem conversado com os jogadores para explicar o andamento do processo. O Glorioso está com todas as suas receitas bloqueadas e depende da ação do Sindeclubes para quitar pelo menos uma parte dos salários atrasados. Para Bolívar, a presença do mandatário é importante para o ambiente.

"A vinda dele a cada dia é importante, porque mostra que está do nosso lado e confiamos nele. Tenho certeza que ele vai cumprir com os deveres", concluiu Bolívar.