Ex-presidente do Flamengo critica venda de Paquetá: 'Valor bem inferior ao estipulado'

Para ex-dirigente, negociação de meia deveria acontecer através de leilão, visto que PSG, Barcelona e Milan tem interesse

Por O Dia

Lucas Paquetá pode estar rumando em direção à Europa
Lucas Paquetá pode estar rumando em direção à Europa -

Rio - Lucas Paquetá está cada vez mais perto de se tornar o próximo brasileiro a atuar na Europa. O Flamengo ainda não oficializou a venda do jogador ao Milan, mas o ex-presidente do clube Kléber Leite criticou a postura da atual diretoria por ter aceitado 35 milhões de euros, cerca de R$150 milhões, para se desfazer do meia-atacante.

"Estranha na medida em que o valor anunciado – 35 milhões de euros – é bem inferior ao do estipulado em contrato, no caso de venda para o exterior (50 milhões de euros). E, ainda mais estranha, pelo fato de três clubes estarem interessados (PSG, Barcelona e Milan), leilão inevitável em que, através dele, se poderia chegar aos 50 milhões, conforme multa estipulada", iniciou o ex-dirigente no seu texto.

"A pressa em vender também causa espanto, na medida em que fere a estratégia de venda pelo melhor preço, além de implicar em possível transtorno técnico, na reta final e decisiva do único título que podemos conquistar, neste ano magérrimo de glórias e robusto nas finanças", completou.

De acordo com o ex-dirigente, o procedimento normal é o comprador visitar o vendedor, fato que não aconteceu. 

"Talvez a volúpia, a tara por vender, explique o caso. Agora, na pressa em vender, o preço ficou longe do que se poderia alcançar. Como sempre disse minha avó Corina, “o apressado come cru. Para os torcedores do Flamengo, que só pensam em conquistas, um ano horroroso. Para os dirigentes, que só pensam no dinheiro, um ano… espetacular!!!", finalizou.

Veja o texto na íntegra:

"Estranha na medida em que o valor anunciado – 35 milhões de euros – é bem inferior ao do estipulado em contrato, no caso de venda para o exterior (50 milhões de euros). E, ainda mais estranha, pelo fato de três clubes estarem interessados (PSG, Barcelona e Milan), leilão inevitável em que, através dele, se poderia chegar aos 50 milhões, conforme multa estipulada.

A pressa em vender também causa espanto, na medida em que fere a estratégia de venda pelo melhor preço, além de implicar em possível transtorno técnico, na reta final e decisiva do único título que podemos conquistar, neste ano magérrimo de glórias e robusto nas finanças.

Li que os nossos dirigentes foram para Milão fechar o negócio, quando o normal é o comprador visitar o vendedor. Talvez a volúpia, a tara por vender, explique o caso.

E, antes que esqueça, é mais do que necessário se restabelecer a verdade sobre a venda de Vinícius Júnior para o Real Madrid, em que os dirigentes rubro-negros foram elogiados pela inusitada transação, na qual o clube espanhol acabou pagando a multa de 45 milhões de euros, estipulada em contrato.

O “mérito” desta negociação foi exclusivamente do representante do jogador. Frederico Pena, que já foi meu assistente na área comercial, extremamente talentoso, conseguiu jogar com a rivalidade entre Real e Barcelona e, desta forma, conseguiu o preço máximo.

Agora, na pressa em vender, o preço ficou longe do que se poderia alcançar. Como sempre disse minha avó Corina, “o apressado come cru”.

Para os torcedores do Flamengo, que só pensam em conquistas, um ano horroroso. Para os dirigentes, que só pensam no dinheiro, um ano… espetacular!!!"