Fluminense sofre com a síndrome dos poucos gols

Time tem três semanas até duelo com o Atlético-PR para calibrar a pontaria na luta para ir à final da Sul-Americana

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O técnico Marcelo Oliveira precisa orientar o time do Flu a encontrar o caminho do gol com mais facilidade
O técnico Marcelo Oliveira precisa orientar o time do Flu a encontrar o caminho do gol com mais facilidade -

Rio - Mesmo sem deixar de lado o Brasileiro, o Fluminense terá quase três semanas para encontrar soluções para continuar vivo na Copa Sul-Americana. Ao perder por 2 a 0 para o Atlético-PR, a equipe do técnico Marcelo Oliveira se vê obrigada a superar um problema crônico de poucos gols marcados para bater o Furacão na semifinal e seguir com o sonho do título internacional.

Mais do que não levar gols no Maracanã, o Fluminense precisa fazer muitos, algo que aconteceu pouco em 2018. Das 61 partidas disputadas na temporada, somente em dez o Tricolor conseguiu placares que o manteriam vivo na semifinal. Foram seis vitórias por três ou mais gols de diferença, o que classificaria à final, e quatro por 2 a 0, que levaria a decisão da vaga para os pênaltis no Maracanã.

Acostumado a vitórias magras, o torcedor viu goleadas sobre adversários mais fracos como Salgueiro (5 a 0), Bangu (4 a 0), Nacional Potosí (3 a 0) e Paraná (4 a 0), além dos reservas do Flamengo (4 a 0). O outro foi o Botafogo na final da Taça Rio (3 a 0). E somente os paranaenses foram derrotados pelo Fluminense com Marcelo Oliveira. Em todos os outros, Abel Braga estava no comando tricolor.

Pelo menos, com o atual comandante o Fluminense conseguiu três vitórias por 2 a 0, sobre Defensor-URU e Deportivo Cuenca-EQU (duas vezes). A outra, com Abel, foi justamente sobre o Atlético-PR, no Maracanã.

Uma prova de que é possível ainda sonhar com a final, mesmo que seja mais difícil. Agora, a história será diferente e o Fluminense terá de encarar a pressão de ter de fazer gols. Resta saber como os jogadores vão responder em campo a essa obrigação.

"Tem volta. Futebol é impressionante porque acontecem essas viradas. Estamos jogando uma semifinal. Muitos não acreditavam que chegaríamos até aqui e continuam não acreditando. Não acabou", afirmou Gum.

 

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