Vasco

Zé Ricardo, o milagreiro da Colina rumo à Copa Libertadores de 2018

Com ótimo retrospecto, treinador leva o Vasco à vice-liderança no returno do Campeonato Brasileiro

Rio - Pode parecer exagero, mas a trajetória do Vasco no Campeonato Brasileiro deve ser dividida em dois períodos: antes de Zé Ricardo e depois de Zé Ricardo. O treinador, que realizou o milagre de levar o time à Libertadores, chegou à Colina no dia 25 de agosto, após a excomunhão de Milton Mendes, e com o clube em crise sem vencer a cinco rodadas e em 14º lugar, flertando com o purgatório da zona do rebaixamento. Antes que fosse apedrejado pela torcida, por ter cometido o sacrilégio de trabalhar no arquirrival Flamengo pouco antes, ele fez logo seu primeiro milagre: estreia com o pé direito e vitória por 1 a 0 sobre o Grêmio, em São Januário.

Zé Ricardo levou o time às alturas, com mais seis vitórias, sete empates e apenas duas derrotas Paulo Fernandes/Vasco.com.br/Divulgação

Se não foi canonizado, Zé Ricardo levou o time às alturas, com mais seis vitórias, sete empates e apenas duas derrotas. A santa imagem de salvador da pátria não ficou abalada nem após a derrota por 1 a 0 para o Corinthians, com gol de mão de Jô, no Itaquerão. É verdade que o Vasco voltou a cometer alguns pecados, com empates diante de Sport e Chapecoense, mas mostrou que a ressurreição era possível ao vencer três vezes seguidas Avaí, Botafogo e Atlético-GO e ficar a um passo do paraíso, o sonhado G-6.

O frustrante 1 a 1 com o Coritiba levantou a ira da torcida, que relevou o deslize após boa atuação no 0 a 0 com o Flamengo, com bola de Nenê na trave. Nem o imperdoável 1 a 1 com o Vitória, foi capaz de decretar a crucificação de Zé Ricardo. Com uma vitória redentora sobre o Santos, na Vila Belmiro, o time renasceu das cinzas e encarou São Paulo e Atlético-MG de igual para igual.

Apesar de novo tropeço, na derrota para o Atlético-PR, Zé Ricardo conseguiu tirar o time das trevas e fazê-lo reencontrar a luz com atuações convincentes diante de Cruzeiro, derrotado por 1 a 0, no Mineirão, após 17 anos, e Ponte Preta, batida por 2 a 1, levando a torcida cruzmaltina aos céus. A fé, agora, é em milagres continentais.

QUASE DIVINO

O Vasco terminou o segundo turno do Brasileiro na segunda posição, com 32 pontos, ao lado da líder Chapecoense, que soma mais vitórias (9 a 8). Mas o aproveitamento individual de Zé Ricardo, que chega aos 28 pontos e tem sete vitórias desde que assumiu a equipe, na quarta rodada do returno, é melhor do que 13 dos 20 times na Série A, à frente de Santos, Flamengo, Corinthians, Grêmio e Fluminense, entre outros. Um retrospecto que beira o divino.

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