Por thiago.antunes
São Paulo - Cleber* saía do trabalho, em uma quarta-feira comum, quando foi vítima de homofobia em um ponto de ônibus movimentado no centro de São Paulo. Ele lembra que chegou um homem com uma criança, aparentemente seu filho, e falava muito alto, incomodando todos que aguardavam no local.

“Ele dizia coisas sobre homofobia e agressão física, dando detalhes e gesticulando atos que já havia feito”, diz Cleber. Depois disso, o homem avançou contra todos os meninos que estavam no ponto. “Naquele momento, não me preocupei se ela estava armado ou iria me bater, só senti vontade de dizer: 'Me deixe em paz!'”, ressalta.

As vítimas de atitudes homofóbicas devem procurar ajuda e denunciar os casosReprodução

Cleber conta que um dos rapazes tentou ajudá-lo. “Um dos meninos pediu para este homem parar de me agredir verbalmente, já que estava quase ao ponto de me agredir fisicamente. O que me veio à cabeça foi correr para um lugar seguro.”

Ele revela que nunca pensou em denunciar ou ligar para a polícia. “Seria somente mais um caso? Mais um boletim de ocorrência? Me senti seguro em não denunciar para não me expor”, conta. Casos como o de Cleber acontecem diariamente. Vítimas de homofobia deixam de denunciar os agressores por medo ou pela falta de confiança na segurança pública.
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O desrespeito e preconceito com diferentes formas de expressão sexual e amorosa representam ofensa à diversidade humana e às liberdades básicas garantidas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Constituição Federal.
O Disque 100 recebe denúncias 24 horas por dia de violações dos direitos humanos Divulgação

Desta forma, as vítimas de atitudes homofóbicas devem procurar ajuda e denunciar os casos. Qualquer pessoa agredida, física ou verbalmente, deve exigir seus direitos e registrar um boletim de ocorrência, além de buscar a ajuda de possíveis testemunhas do ocorrido.

Em casos de agressões físicas, a vítima não deve se lavar nem trocar de roupa, pois elas poderão ser provas em um exame de corpo de delito.
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Disque Direitos Humanos
Para quem não se sente confortável ou não possui acesso à uma delegacia de imediato,  a denúncia pode ser feita por telefone. Funcionando em todo o território nacional, o Disque Direitos Humanos – Disque 100 é um serviço de atendimento telefônico gratuito, que funciona 24 horas por dia, nos 7 dias da semana.
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O serviço telefônico recebe denúncias anônimas relativas às violações de direitos humanos, em especial as que atingem populações vulneráveis, como a comunidade LGBT, mas também crianças e adolescentes, idosos, deficientes físicos e moradores de rua.
Funcionando em todo o território nacional, o Disque Direitos Humanos – Disque 100 é um serviço de atendimento telefônico gratuito, que funciona 24 horas por dia, nos 7 dias da semana.
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O serviço telefônico recebe denúncias anônimas relativas às violações de direitos humanos, em especial as que atingem populações vulneráveis, como a comunidade LGBT, mas também crianças e adolescentes, idosos, deficientes físicos e moradores de rua.
Para fazer uma queixa ao Disque 100, algumas informações são fundamentais. Além do nome da vítima e seu endereço, é preciso informar o tipo violência (física ou psicológica), quem a praticou e também informações sobre atual situação do (a) agredido (a) e se algum órgão responsável foi acionado.
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Como ainda não há uma legislação que puna especificamente a homofobia no Brasil, as denúncias no Disque 100 tornam-se fundamentais para mostrar aos nossos legisladores a importância de uma lei neste sentido. O dados do serviço telefônico municiam o Estado em suas políticas públicas de atenção à população LGBT. 
Na Internet
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Em caso de crimes de ódio via web, a Polícia Federal disponibiliza um site para denúncias. O Governo Federal lançou o site Humaniza Redes, que recebe denúncias contra os direitos humanos e tem opção específica para conteúdo homofóbico.
Humaniza Redes: http://www.humanizaredes.gov.br/disque100/
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Regionais
Além dos serviços telefônico e pela internet, existem também os atendimentos regionais de assistência à população LGBT que sofre homofobia.
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São Paulo
Estado e município têm em São Paulo serviços de combate à homofobia. Na capital, a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo responde pela questão. 
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Prefeitura: www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/direitos_humanos/lgbt/
Delegacias de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância – DECRADI
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Endereço: R. Brigadeiro Tobias, 527 – 3o. andar – Luz – SP/ Tel.: 3311-3555
Rio de Janeiro
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O programa estadual Rio Sem Homofobia tem uma série de serviços para quem vive no estado fluminense, como atendimento jurídico, social e psicológico. A Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual  (CEDS) atende aos moradores da capital.
Rio Sem Homofobia: www.riosemhomofobia.rj.gov.br/
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CEDS: www.cedsrio.com.br/site/

Minas Gerais
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O Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (CELLOS) presta auxilio aos LGBTs, com serviços como o Centro de Referência LGBT de Belo Horizonte (CRLGBT-BH) e o Núcleo de Atendimento e Cidadania à População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (NAC/LGBT).
CELLOS: cellos-mg.blogspot.com.br/
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Paraíba
O Núcleo de Combate a Crimes Homofóbicos da Defensoria Pública do Estado da Paraíba atende a todos os casos registrados na Delegacia Especializada Contra Crimes Homofóbicos da Polícia Civil de João Pessoa. Os atendimentos são feitos na sede física, na zona central da capital.
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Defensoria:
Avenida Rodrigues de Carvalho, nº 34, Edifício Félix Cahino, Centro de João Pessoa. Das 7h às 16. Telefone: 3218-4503.
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Se você conhece algum centro de apoio à comunidade LGBT, que não esteja listado acima, envie um e-mail para minhahistoria@igcorp.com.br .
* O nome da vítima foi alterado para preservar sua identidade.
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