Rio - Uma parceria entre a Petrobras e a Fundação Brasileira de Tecnologia da Soldagem (FBTS) vai formar cerca de 15 mil inspetores de soldagem e de fabricação nos próximos cinco anos. A informação é do presidente da entidade, José Paulo Silveira, ressaltando que o objetivo do convênio é desenvolver o setor no Estado do Rio em função da exploração do pré-sal com a assinatura do leilão do Campo de Libra. Já em 2014, a previsão é de capacitar dois mil profissionais.
Para oferecer mais detalhes sobre 39 profissões do setor petroleiro, O DIA publica no próximo domingo o Guia de Profissões da Indústria de Petróleo e Gás, em parceria com a estatal.
“A estratégia consiste em apoiar os projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em Soldagem, prestar assistência técnica e capacitar pessoas, principalmente tecnólogos e técnicos especializados em soldagem,além de apoiar a formação de engenheiros por meio de vários convênios com as universidades públicas e privadas”, disse José Paulo Silveira. Ele assinou ontem um protocolo de intenções de cooperação tecnológica juntamente com a gerente-executiva da Área Corporativa da Diretoria de Engenharia da Petrobras, Renata Baruzzi.
MAIOR IMPACTO
O presidente da FBTS conta que a soldagem é um dos processos de maior impacto econômico para a indústria do petróleo e gás.
“Será possível reduzir custos na implantação de investimentos na exploração do pré-sal com o aumento da produtividade, da qualidade e das inovações da atividade na área de Engenharia, fabricação de equipamentos e de construção de plataformas”, analisa Silveira.
Graça garante há caixa para pagar por Libra
A presidenta da Petrobras, Graça Foster, garantiu ontem que a estatal tem dinheiro em caixa para pagar R$ 6 bilhões à União referentes à parte da empresa nos R$ 15 bilhões do bônus de assinatura do leilão do Campo de Libra. A executiva ressaltou, após reunião do Conselho de Administração da companhia, que o pagamento será feito sem a necessidade de recorrer a reajuste de preços dos combustíveis.
Depois de uma semana de greve, os petroleiros aceitaram nova proposta feita pela empresa que prevê reajuste na tabela da remuneração mínima por nível e regime de 8,56%. A categoria pedia aumento de 12,86%, com 5% de ganho real. De acordo com a federação da categoria, a empresa não vai punir grevistas.