Diante de empresários, Aécio e Campos defendem reforma tributária urgente

Pré-candidatos à presidência participam de debate na Bahia

Por O Dia

Comandatuba (Bahia) - Dois dos principais pré-candidatos à presidência da República, o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-governador Eduardo Campos (PSB), defenderam uma urgente reforma tributária e simplificação dos impostos como forma de retomar o crescimento da economia do país durante o debate organizado pelo Lide - Grupo de Líderes Empresarias, que ocorre na manhã desta sexta-feira no 13º Fórum de Comandatuba.

Aécio prometeu, se eleito, criar uma secretaria especial para tratar da questão e encaminhar um projeto ao Congresso num prazo máximo de seis meses. Campos também se mostrou favorável a agilizar o tema, como forma de recuperar a credibilidade do empresário brasileiro.

Aéciou Neves voltou a criticar pronunciamento do Dia do Trabalhador da presidenta Dilma RousseffGustavo Rampini / Divulgação

O encontro ocorre na Ilha de Comandatuba, na Bahia, com a participação de cerca de 300 empresários de diversos setores da economia do país, além parlamentares como deputados federais e senadores. Convidada, a presidenta Dilma Rousseff não compareceu. Para defende-la, na mesa, estava o governador da Bahia, Jaques Wagner. De acordo com o executivo baiano, ele "não estava ali para defender nem o Lula nem a Dilma, que poderão se pronunciar no momento certo".

Wagner, porém, acrescentou que ferramentas de gestão não tem ideologia e nem sigla partidária. "Não podemos vender ilusão.Qualquer discussão de reformas tributária, política tem que passar pelo Congresso. Quando se fala em reforma tributária, se fala em divisão do bolo. Hoje, os recursos estão concentrados na União, estão. Mas também nos estados mais industrializados como São Paulo, Rio e Minas Gerais. Para se te um país equilibrado é necessário acabar com a desigualdade social e regional, que é o maior problema do país", afirmou o governador da Bahia.

Eduardo Campos quer recuperar a credibilidade do empresário brasileiroGustavo Rampini / Divulgação

O pré-candidato do PSDB voltou a criticar o pronunciamento do Dia do Trabalhador da presidenta Dilma Rousseff, em cadeia de rádio e televisão. Segundo ele, foi um momento patético e sem limite do uso da máquina pública. Para reverter essa situação, Aécio defendeu o fim da reeleição para todos os cargos de executivo e disse que vai propor um mandato único de cinco anos para presidente da República. Ele também afirmou que irá propor a implantação do voto distrital misto.

Durante a sua fala de cerca de 30 minutos, Aécio criticou a administração petista e disse não fazer parte dos que acham o Brasil foi descoberto a partir de 2003. Segundo ele, o país vem se desenvolvendo desde a redemocratização passando por Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luis Inácio Lula da Silva, com reformas, privatizações e estabilização da economia.

"Hoje, porém, vejo o país com profunda preocupação, com a fragilização dessas conquistas, maquiagem dos dados fiscais, descontrole inflacionário. Estamos voltando a uma antiga agenda, de dez anos atrás, da estabilidade em vez de falar de avanço econômico, relação com os países de igual para igual", acrescentou.

Aécio e Eduardo Campos bateram uma bola, se revezando nas críticas ao atual governo. Ao lado da sua pré-candidata a vice, a ex-senadora Marina Silva, o ex-governador de Pernambuco defendeu a autonomia do Banco Central e uma melhor governança das contas públicas. Segundo ele, sem maiores investimentos em educação e em infraestrutura o país não irá crescer.

O repórter viajou a convite do Lide

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