Por cadu.bruno

Rio - Uma comissão que será composta por integrantes da Administração do Supremo Tribunal Federal (STF) analisará a proposta de criação de carreira própria no Judiciário Federal. O presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski, se reuniu na última terça-feira para tratar do assunto com representantes da Associação dos Servidores do STF (Astrife).

No entanto, o ministro informou que não poderia encaminhar a proposta neste momento, pelo fato de o PL 7.920/14, que estabelece novo plano de carreira para todo o funcionalismo do Judiciário, estar em tramitação no Congresso Nacional.

A associação defende a criação de uma carreira própria para no STF. Para a entidade, o chamado “carreirão”, que une todos os servidores do Judiciário, dificulta a negociação com o governo, devido ao impacto de eventuais aumentos salariais, que beneficiaria todos os servidores da Justiça no país, e não somente os mil funcionários do Supremo.

A ideia de criar uma carreira exclusiva do STF é rechaçada pelos servidores de outros tribunais e de instâncias inferiores da Justiça. A Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União (Fenajufe) critica duramente a iniciativa.

Prejudicados

Para Roberto Ponciano, um dos coordenadores da Fenajufe, a criação da carreira exclusiva no STF prejudicará o restante do funcionalismo. “Haverá uma carreira no topo, que receberá aumentos melhores, em detrimento dos demais. Não faz sentido isso ocorrer. Defendemos a unidade da categoria. Não abrimos mão”, afirma Ponciano.

Versão origianl

A Fenajufe protocolou na segunda-feira, nos gabinetes dos membros da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara, ofício em defesa do PL 7.920. A entidade quer a aprovação da versão original, resultante de negociações com o STF e conselhos superiores. Ontem, a comissão cancelou a reunião que votaria o projeto.

Você pode gostar