Por juliana.stefanelli

Cairo (Egito) - Um grupo de islamitas permanece entrincheirado na mesquita de Al Fattouh, situada na capital egípcia, onde buscaram refúgio durante os distúrbios de sexta-feira e que neste sábado foi cercada pela polícia e opositores do deposto presidente Mohammed Mursi.

Uma fonte dos serviços de segurança explicou que vários manifestantes da Irmandade Muçulmana continuam no interior do templo, depois que a maioria começasse a ser retirada do local durante a madrugada, quando a polícia abriu passagem para eles saírem com segurança. O grupo que está dentro no interior da mesquita deve contar com aproximadamente 20 pessoas, que se encontram fechadas em uma sala.

Policiais escoltando mulheres e crianças na saída da mesquitaEFE

Entre as pessoas que abandonaram a mesquita nas últimas horas havia mulheres e crianças. Nesta manhã, no momento em que aproximadamente 30 pessoas deixavam a mesquita sob a custódia dos soldados governamentais, opositores de Mursi tentavam agredir e pressionar o grupo.

O Ministério do Interior do Egito informou neste sábado que suas forças detiveram 1.004 membros da Irmandade Muçulmana nas últimas horas em todas as províncias do país. A Irmandade Muçulmana, por outro lado, assegura que mais de 100 pessoas morreram nos distúrbios de ontem na capital, enquanto, até o momento, o Ministério da Saúde só confirmou 17 mortos e 82 feridos em todo país.

Opositores de Mursi tentam agredir islamitasEFE


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