Por juliana.stefanelli

O governo da Síria pediu que a ONU assuma sua responsabilidade para impedir um ataque estrangeiro no país e impulsione uma solução política ao conflito, informou a agência oficial de notícias local "Sana". Segundo o representante de Damasco nas Nações Unidas, Bashar Jafari, a Síria enviou duas cartas ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e à presidente de turno do Conselho de Segurança, a embaixadora argentina María Cristina Perceval, para tentar evitar uma possível intervenção militar no país O governo sírio também pediu que o Conselho de Segurança mantenha seu "papel de fiador da segurança para evitar o uso absurdo da força fora do marco da legitimidade internacional".

O presidente americano, Barack Obama, optou no sábado por atacar a Síria para castigar o regime, acusado de ter empregado armas químicas contra a população civil, mas a decisão deverá ser aprovada pelo Congresso. Jafari voltou a negar o uso de armamento químico contra a população por parte do regime e lembrou que há um ano o governo alertou que este tipo de ataque seria feito pelos grupos rebeldes.

Protesto na Rússia contra intervenção militar na SíriaEfe

"As atividades desses grupos coincidem com uma campanha política, diplomática e midiática dirigida por alguns países que são diretamente responsáveis pelo derramamento de sangue na Síria e impediram uma solução pacífica acusando o governo sírio de usar armas químicas", acrescentou o embaixador. Além disso, ressaltou que as autoridades permitiram a entrada na Síria de uma missão de inspetores da ONU, que saiu do país no sábado passado e que ainda não apresentou os resultados das provas coletadas.

Os investigadores visitaram na semana passada vários pontos dos arredores de Damasco onde a oposição denunciou a morte em 21 de agosto de mais de mil pessoas por um suposto ataque químico do regime. Jafari acusou o secretário de Estado americano, John Kerry, de ter divulgado evidências "completamente falsas" de que o regime empregou gás sarin com o objetivo de justificar uma intervenção militar na Síria sem o aval das Nações Unidas. "Kerry adotou as velhas histórias fabricadas pelos terroristas há mais de uma semana", disse o representante de Damasco.

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