Vídeo do Estado Islâmico ameaça deixar 'oceano de sangue' na Rússia
Divisão do grupo, liberou imagem com porta-voz declarando, em russo, que ataque no país vai acontecer 'muito em breve'
Por clarissa.sardenberg
Rússia - O Estado Islâmico divulgou um vídeo ameaçando realizar ataques na Rússia "muito em breve", informou o grupo de monitoramento "Site" nesta quinta-feira. Nas imagens divulgadas pela divisão de mídias de línguas estrangeiras do grupo, o Al-Hayat Media Center, um porta-voz diz que "o sangue será derramado como um oceano" no país.
Ameaças ocorrem pós o presidente russo Vladimir Putin se unir publicamente ao homônimo sírio Bashar al-Assad em bombardeios contra forças contrárias ao governo na Síria.
Estado Islâmico costuma divulgar vídeos de ameaças ao ocidente Reprodução Internet
Ação contra o terrorismo
Policiais em seis países europeus prenderam ao menos 15 pessoas suspeitas de integrarem um grupo militante islâmico que planejava realizar ataques no norte da Europa e no Oriente Médio, disseram autoridades italianas nesta quinta-feira.
As autoridades disseram que os militantes planejavam atacar diplomatas noruegueses e britânicos no Oriente Médio e políticos na Noruega, mas não deram mais detalhes sobre os possíveis alvos ou quando os ataques seriam realizados.
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Limpeza étnica
Militantes do Estado Islâmico cometeram genocídio contra o povo yazidi no norte do Iraque, assim como crimes de guerra e contra a humanidade e limpeza étnica, afirmou o Museu do Memorial do Holocausto dos Estados Unidos nesta quinta-feira.
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Os crimes foram cometidos contra cristãos, yazidis, turcomenos, shabaks, mandeístas e kakais na província de Nínive entre junho e agosto de 2014, concluiu um relatório feito pelo Centro Simon-Skjodt para a Prevenção do Genocídio, mantido pelo museu.
“Cremos que o Estado Islâmico perpetrou e perpetra o genocídio contra o povo yazidi”, disse o relatório. “As intenções expressas e padrões de violência do Estado Islâmico em relação aos xiitas shabaks e xiitas turcomenos também levantam preocupações sobre a autonomia e o risco de genocídio contra esses grupos.”