Acusado de matar policial civil em Marechal Hermes é preso pela PM
Roberto Alves dos Santos, conhecido como Bigu, de 29 anos, foi preso na Favela da Palmeirinha, em Honório Gurgel
Por cadu.bruno
Rio - Policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 9º BPM (Rocha Miranda) prenderam no fim da noite desta quarta-feira, na Favela da Palmeirinha, em Honório Gurgel, na Zona Norte, Roberto Alves dos Santos, conhecido como Bigu, de 29 anos.
Ele é apontado pela polícia como o bandido que matou o policial civil Luiz Cláudio Perrota, de 49 anos, lotado na 22ª DP (Penha), durante um assalto, na manhã de terça-feira, em Marechal Hermes, Zona Norte do Rio. Após o crime, a mulher do agente, grávida de três meses, chegou a pegar a pistola do marido e atirar nos criminosos, que conseguiram fugir.
Policial trabalhava na 22ªDP (Penha)Estefan Radovicz / Agência O Dia
Roberto foi abordado pelos PMs quando estava sentado em uma praça no interior da favela, por volta das 23h. Apontado como o chefe do tráfico de drogas na comunidade, ele se identificou como Bigu. Levado para a 30ª DP (Marechal Hermes), os agentes verificaram que contra ele havia um mandado de prisão expedido pela justiça no mesmo dia, realtivo a morte de Luiz Cláudio Perrota.
O acusado foi levado para a Divisão de Homícídios (DH), responsável pelo caso, onde está preso. Ele foi autuado por latrocínio Pela morte de Perrota. A pena é de 20 a 30 anos de prisão. O bandido negou o crime.
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"Ele foi reconhecido por testemunhas como executor do policial. Essa é uma resposta da Polícia Civil a esse tipo de criminoso", disse o delegado Alan duarte, da DH.
Dez passagens pela polícia
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O traficante estava em liberdade condicional há dez dias após cumprir pena. Ele tinha dez passagens pela polícia, como dois homicídios, porte ilegal de arma, tráfico de drogas, receptação e ameaça.
Perrota levava a mulher para o trabalho, por volta das 6h30, quando foi abordado por três criminosos em outro carro. ele foi atingido com um tiro na boca e morreu na hora. Nada foi roubado. Os donos dos três carros roubados na manhã de terça-feira - inclusive o usado na ação - antes do ataque a Perrota também reconheceram Bigu.
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Colega morto no mesmo bairro
No dia 18 de abri, o inspetor da Polícia Civil, Hélio de Castro Pinheiro, foi morto por bandidos na Rua Canaã, também em Marechal Hermes, quando conversava na porta de casa. Ele era lotado na 16ª DP (Barra da Tijuca). Na hora do crime, ele estava com o sargento da PM Jorge Luís Siqueira da Silva e Peter Palmeira dos Santos, que também foram baleados.
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Hélio havia sido preso em 2011, acusado de participar da morte do sargento do Corpo de Bombeiros Antônio Carlos Macedo. Na época, o policial era lotado na 25ª DP (Engenho Novo) e vendeu o carro usado no crime. A Polícia Civil informou que Hélio respondia a um procedimento na Corregedoria Geral Unificada (CGU).