Rio - Quase dois anos e meio se passaram e comerciantes da Favela do Metrô, na Avenida Presidente Castelo Branco, ainda aguardam o tão sonhado polo automotivo prometido pelo então secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar. O projeto, que faz parte da remodelação do entorno do Maracanã, prevê a demolição de centenas de casas e lojas no local para que o polo seja erguido. Uma parte das construções já foi abaixo, mas a Secretaria Municipal de Habitação informou que o uso da área ainda está sendo definido pela prefeitura.
Há 25 anos na favela, o alagoano Edmilson Firmino da Silva, 48, é dono de uma oficina mecânica de onde tira o sustento da família. Até o mês passado ele morava com a mulher e os filhos em uma casa em cima da loja, mas foi contemplado pelo programa Minha Casa, Minha Vida.
“Recebi a chave da nova casa há duas semanas. Mas minha preocupação é com relação ao que vai acontecer com a oficina. Estamos na corda bamba e só nos resta torcer para que a prefeitura cumpra o prometido e nos dê uma loja nova”, disse o mecânico.
Ele tem nove funcionários que dependem da oficina para sustentar suas famílias. Um deles é o socorrista mecânico Wideilson Dantas, 42 anos. Ele conta que muitas casas ao longo da Favela do Metrô, abandonadas por moradores contemplados pelo Minha Casa, Minha Vida, ainda não foram demolidas e viraram abrigo para usuários de drogas, prejudicando o comércio.
Segundo ele, somente a construção do polo automotivo será capaz de dar mais segurança ao local. “É preciso mudar o aspecto, derrubar tudo e fazer boxes padronizados e organizados, como o prometido. Aqui só não está mais perigoso porque há uma cabine da PM”.




