Rio - Depois do reforço de cerca de 100 policiais militares, 30 manifestantes que ocupavam a Câmara de Vereadores de Niterói desde o dia 8 deixaram a Casa por volta das 14h. Uma ordem judicial da juíza Isabelle Dias, da 6ª Vara Cível do município, já havia determinado a desocupação na sexta-feira. Porém, o comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Gilson Chagas, disse que não tinha sido informado sobre prazo e que estava “esperando o melhor momento” para cumprir a ordem. A retirada foi pacífica.
O presidente da Casa, Paulo Bagueira (PPS), lamentou a morosidade da PM para retirar o grupo e disse que a ocupação atrasou reuniões e audiências “de interesse da população”. Bagueira também queixou-se dos atos de vandalismo praticados pelos manifestantes nas dependências do prédio, principalmente contra símbolos religiosos. O cajado da imagem de São João Batista, padroeiro da cidade, foi furtado e, no lugar da peça, foi colocada uma vassoura.
O grupo reivindica a instalação da CPI dos Desabrigados do Morro do Bumba, a estatização do transporte público, melhores condições nos serviços da concessionária CCR (barcas e a Ponte Rio-Niterói), e a saída do governador Sérgio Cabral.
Circula nos bastidores da Câmara Municipal do Rio uma informação de que, preocupado com a segurança da CPI dos Ônibus, o presidente da Casa, Jorge Felippe (PMDB), teria convocado uma reunião para dissolver a comissão. A assessoria do presidente da comissão, vereador Chiquinho Brazão (PMDB), confirmou que houve a convocação, mas que o parlamentar se recusou a participar do encontro por achar que ele deveria ser público.
A assessoria de Jorge Felippe e o vereador Professor Uóston (PMDB), relator da comissão, negaram a convocação. Porém, Uóston admitiu que ele e o presidente estão preocupados com a “insegurança da comissão”. “Há falta de garantias. Já fui agredido e só não houve tragédia maior porque a polícia chegou”.




