Por marlos.mendes

Rio - Sete adolescentes - dos 18 apreendidos nos protestos da última terça-feira no Centro do Rio - foram liberados neste domingo. Os menores fazem parte do grupo de 11 jovens que havia sido apresentado ao juizado na sexta-feira. Quatro deles ainda estão com a situação pendente. Os outros sete só serão apresentados ao juiz nesta segunda-feira, quando terão seu caso avaliado.

Todos haviam sido levados para o Centro de Socioeducação Professor Gelso de Carvalho Amaral, na Ilha do Governador, no setor de triagem.
O habeas corpus foi conseguido em uma ação conjunta do defensor público estadual da Vara da Infância e Juventude, Fabio Schwartz, com a defensora responsável pelo plantão noturno, Eliane Arese Martins.

Entre os crimes dos quais os menores foram acusados estão dano qualificado ao patrimônio público, roubo, tentativa de homicídio, incêndio e formação de quadrilha.

De acordo com Fábio Schwartz, o argumento do estado para mantê-los presos é que eles representariam um perigo à ordem pública. No entanto, para o advogado, as acusações são genéricas e a justificativa apresentada é incoerente. "Não faz sentido manter presos os adolescentes e liberar os maiores de idade", afirma.

Além disso, Schwartz explica que não há nada que mostre que os jovens sejam perigosos. "Todos são estudantes, nenhum deles tem passagem pelos juizados, todos estão sendo acompanhados pela família", justifica.

Ainda segundo o defensor, a tentativa de manter os jovens presos seria uma forma de o estado dar uma resposta aos atos de vandalismo. "Como o cidadão está radicalizando, o estado está fazendo a mesma coisa. Mas não pode ser assim, o estado não pode agir de forma desproporcional. Tem que agir com inteligência", desabafa Schwartz.

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