Morre dona do jornal 'O Fluminense'

A empresária, que sofria de problemas cardíacos, estava internada no Hospital Samaritano, em Botafogo, no Rio

Por O Dia

Rio - Morreu ontem, aos 73 anos, a jornalista Nina Rita Torres, presidente do jornal ‘O Fluminense’, de Niterói. A empresária, que sofria de problemas cardíacos, estava internada no Hospital Samaritano, em Botafogo, no Rio. Nina que também era professora seguiu a carreira na imprensa e passou a comandar o grupo de comunicação após o falecimento do pai, o deputado federal, advogado, jornalista e político Alberto Francisco Torres, em 1998.

Nina Rita Torres nasceu em 1941 e faleceu em 2014Marcelo Almo

À frente do jornal ‘O Fluminense’, Nina participou ativamente do dia a dia das empresas. Em nota, o governador Luiz Fernando Pezão lamentou o falecimento. “Nina Rita marcou sua trajetória pela firme gestão à frente do Grupo Fluminense, importante conglomerado de comunicação do nosso estado”, disse o governador.

Amigos e funcionários que conviveram e trabalharam com a empresária recordam dela como uma grande dama, uma senhora sempre solícita e educada. “Guardarei a doçura dos seus gestos, a educação no trato com as pessoas e a delicadeza da sua face, que sempre me transmitia muita tranquilidade. Hoje, o meu silêncio! Me despeço desta senhora que tanto admiro e continuarei admirando com uma pequena palavra: adeus”, postou Sandra Figueiredo na página do ‘Fluminense’.

Para a jornalista Kika Magalhães, Niterói perdeu uma de suas grandes damas. “Ela foi uma das pessoas mais dóceis que conheci. Sempre simpática e, acima de tudo, demonstrava extrema elegância, não só no vestir, mas também no agir.”

Durante muitos anos, Nina editou o suplemento infantil Pingo de Gente e, mais recentemente, se dedicava à supervisão das coberturas sociais, eventos culturais e ações de cidadania e solidariedade em Niterói e demais municípios da região. A empresária deixou um filho, o jornalista Alexandre Torres, e dois netos — Rafaela e Victor Torres.

Nina faleceu na madrugada de ontem, à 0h30. O corpo foi velado no Teatro da Paróquia São Judas Tadeu, em Icaraí. À tarde foi celebrada uma missa de corpo presente. Cerca de 200 pessoas, entre amigos e familiares, compareceram à cerimônia. O sepultamento ocorreu às 17h, no Cemitério do Santíssimo Sacramento, no Maruí, Barreto, em Niterói.

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