Por felipe.martins

Rio - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai pedir a abertura de inquéritos no Superior Tribunal da Justiça (STJ) contra os governadores do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e do Acre, Tião Viana (PT). Ambos são citados na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Tanto Pezão quanto Viana negam qualquer envolvimento com o esquema de desvio de dinheiro na Petrobras.

O entendimento dos procuradores é que há elementos suficientes para os pedidos das investigações – os procuradores envolvidos descartam pedir o arquivamento das citações. A Procuradoria deve enviar ao STJ hoje ou na semana que vem os pedidos de abertura de inquérito para investigar o suposto envolvimento de Pezão e de Viana na Lava Jato. Ontem, o governador fluminense voltou a afirmar que desconhece qualquer citação envolvendo seu nome no escândalo da Petrobras.

Pezão se reuniu com alunos do Instituto de Educação Rangel PestanaDivulgação

Ele disse que recebeu a notícia pela imprensa e que está tranquilo. “Desconheço qualquer menção ao meu nome e reafirmo que estou à disposição da Justiça e do Ministério Público a fim de colaborar e prestar esclarecimentos, caso seja necessário. O aprofundamento das investigações é importante para o país”, disse Pezão.

Nesta quinta-feira, ele visitou o Instituto de Educação Rangel Pestana, em Nova Iguaçu. Lá, reuniu-se com alunos para discutir saídas para os cortes de verbas na Educação. Na terça-feira, a Procuradoria protocolou 28 pedidos de abertura de inquérito, nos quais são listados 54 nomes (45 parlamentares) e sete propostas de arquivamento, entre eles a do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Rodrigo Janot descartou também investigar a citação feita ao nome da presidenta Dilma Rousseff por delatores do esquema. Segundo o procurador, a citação dela não é passível de investigação no âmbito Lava Jato.

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