Rio - Aos 16 minutos do segundo tempo, o Botafogo vencia o Olaria por 3 a 0 e a torcida alvinegra gritava por Cidinho. Doze minutos depois, Oswaldo de Oliveira chamou Lucas Zen e ouviu uma sonora vaia ao colocá-lo no lugar de Marcelo Mattos, que já estava com um cartão amarelo.
Time não teve um bom início de ano | Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
Diretor da Fúria, Maurício Melo comentou que a insatisfação não partiu das torcidas organizadas, que ficam do outro lado do banco de reservas. “Isso foi coisa do povão. Já percebo uma certa impaciência com o Oswaldo, mas a gente fica até chateado com eles. O povão está com mania de xingar e vaiar, mesmo quando o time está vencendo”, criticou Maurício.
Após a partida, Oswaldo de Oliveira demonstrou uma certa irritação, principalmente quando as vaias são direcionadas aos jogadores, e falou inúmeras vezes sobre a necessidade de trégua entre a torcida e o time do Botafogo, recorrendo até a analogias.
“Não é uma questão de impaciência. É uma questão de ter paciência e amor ao clube. Quando uma pessoa fica doente, se dá remédio. Mas, se ela fica doente e você a maltrata e não dá remédio, não vai passar nunca”, ressaltou Oswaldo.


