Rio -  O elenco tricolor que inicia nesta terça-feira a busca pelo título da Copa Libertadores da América está dividido entre os jogadores que já tiveram o gosto de levantar a taça e os que ainda buscam a primeira conquista. Apesar dessa diferença no currículo, os dois grupos estão unidos pelo objetivo de comemorar juntos o título da competição, para alegria da torcida do Fluminense.

Abel está otimista com a temporada do Fluminense | Foto: André Mourão / Agência O Dia
Abel ganhou a Libertadores pelo Inter em 2006 | Foto: André Mourão / Agência O Dia

No grupo dos que ainda não sentiram o gostinho de conquistar a Libertadores, três jogadores se destacam. Thiago Neves e Ricardo Berna, em 2008 pelo Fluminense, e Wagner, em 2009 com o Cruzeiro, chegaram muito perto, mas bateram na trave, com requintes de crueldade.

Os dois clubes eram favoritos na final, com vitórias sobre os rivais nas fases de grupo, e melhores campanhas, mas perderam o título jogando em casa, na frente da torcida. “Assim como o Fluminense e sua torcida, estou engasgado com a Libertadores. Também perdi uma final pelo Cruzeiro e sei como dói. Mas o Fluminense tem um elenco qualificado e em condições de brigar pelo título este ano”, disse Wagner.

Do outro lado, estão Edinho e Rafael Sobis, além do técnico Abel Braga. Os três fizeram história no Internacional e conseguiram a conquista inédita em 2006. Eles são o exemplo a seguir pelo elenco tricolor.

Abelão pretende utilizar o conhecimento que deu certo pelo Colorado nas Laranjeiras e dá a fórmula do sucesso na competição mais cobiçada pelo Fluminense em 2012: “A Libertadores é diferente pela dificuldade. É mais de marcação e agressividade. O clube tem que jogar com essa competitividade, mas sem fugir de suas características, que são rodar a bola e jogar pelas laterais. Não pode deixar o adversário gostar da partida. Seja em casa ou fora, é preciso mostrar ao rival que do outro lado tem uma equipe forte”.

Abel também vê a participação da torcida como essencial. O treinador lamentou poucos tricolores ontem nas Laranjeiras e pediu paciência e participação a quem for no Engenhão. Até ontem, haviam sido vendidos 11.530 ingressos.