Rio -  Quando entrou no ar, em 1982, a rádio Fluminense FM, carinhosamente apelidada por seus criadores de ‘Maldita’, chamou a atenção pela programação roqueira e por um time de locução exclusivamente feminino, coisa inédita no dial naqueles tempos. Hoje, 30 anos depois, as histórias da revolucionária emissora estão reunidas na mostra ‘Maldita 3.0’, em cartaz até 12 de agosto no Centro Cultural Correios (Rua Visconde de Itaboraí 20, Centro), com entrada gratuita.

“As pessoas vão poder conferir mais de 100 fotografias incríveis da época, haverá exibição de curtas sobre a rádio, entrevistas, além de debates com ex-integrantes da equipe da ‘Maldita’, produtores culturais e jornalistas”, detalha Alessandro ALR, ex-produtor da Rádio Fluminense FM e curador da mostra.

Em seus primeiros anos de funcionamento, a Fluminense deu voz a bandas como Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Barão Vermelho, Kid Abelha, Lobão, Plebe Rude e tantos outros grupos independentes, que mostraram seus primeiros trabalhos nos estúdios da emissora.

Entre os destaques da ‘Maldita 3.0’ estão guitarras autografadas exclusivamente para a rádio por bandas como Oasis, Echo and The Bunnymen, Legião Urbana e Plebe Rude, uma bateria autografada pelo Foo Fighters, um vilão autografado por Cássia Eller e um skate do Beastie Boys autografado por seus integrantes, incluindo MCA, que morreu este ano.