Rio - Após queda em dezembro, a taxa média de todas as linhas de crédito para pessoa física voltou a ter redução, ficando em 6,4%, ao mês, em janeiro. Esse patamar representa 2,74% a menos em relação ao nível registrado no mês anterior. É o menor nível da taxa desde 1995, segundo levantamento da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).
Empréstimo pessoal em bancos também teve redução de juros | Foto: Banco de imagens
Com a redução, clientes bancários poderão ter breve folga nas despesas. Um empréstimo pessoal de mil reais bancos, por exemplo, terá parcela de R$ 39,90, com juros 3,99% em janeiro. O valor da parcela seria de R$ 42,10 com a taxa de juros de dezembro, de 4,21%. Caso o cliente entre no cheque especial em R$ 500, pagaria de juros R$41,80 em dezembro, quando a taxa era de 8,36% ao mês. No mês passado, o cliente pagou R$ 41,70, com juros de 8,34% ao mês.
Mas o professor de finanças da Fundação Getulio Vargas, Alexandre Canalini, afirma que a taxa de juros continua alta. “No caso do cheque especial, a primeira taxa será cobrada em R$41,70. Mas as próximas terão aumento, por que os juros vão crescendo. No fim, a taxa anual paga pelo cheque será de R$ 807,50”.
Canalini destaca: “O cliente pega R$ 500 emprestados e, no fim, paga mais de mil reais. Dá para pagar menos. Existem opções mais em conta, como empréstimo consignado, que tem uma taxa mensal aproximada de 2,5%. É razoável e menos cara que cheque especial ou empréstimo”.
De lupa
INCENTIVO — Redução contribui para a economia do País e serve como incentivo à compra. Juros mais baixos diminuem despesas mensais.
AINDA FALTA — Segundo Canalini, analisando a taxa anual, ainda é preciso melhorar: “A notícia é positiva, mas a taxa ainda assim está alta”.





