Rio -
Na próxima segunda-feira é que começa o ano no Brasil. Entre o Natal e o Carnaval, as elites tiram férias, o povo sofre com o calor e vive a expectativa da Festa de Momo, para a folia ou o descanso. É a tradição e a realidade nacional.
Agora temos de cuidar de uma agenda positiva, voltada para o crescimento econômico e a formação de uma mão de obra apta a merecer melhores salários. Precisamos apostar numa política salarial no setor público que ponha fim ao suceder de greves, quase todas prejudicando a população e afrontando os limites democráticos. O governo tem um papel a cumprir, sendo pragmático e contendo seus aliados, que, de forma egoísta, colocam na pauta assuntos que dividem os brasileiros e não levam a lugar algum. E saber exercer a autoridade necessária contra as afrontas à ordem pública, nas cidades e nos campos.
Este ano devemos olhar o que se passa em outros países e praticarmos uma política que não nos envolva em polêmicas, muito menos em conflitos. E tratar com habilidade problemas que, inevitavelmente, surgirão com nossos vizinhos, às voltas com crises na economia, na política e no social. Detalhe: todos querendo alguma coisa de nós.
No entanto, para nos afirmarmos perante o mundo, devemos demonstrar maturidade, que somos uma sociedade que preserva a ordem jurídica, pública e social. Que respeita quem trabalha e quem produz. Que age com energia contra os criminosos. Sejam eles traficantes, assaltantes de bancos, ladrões de bagagens nos aeroportos e pacotes nos correios, funcionários que abusam dos poderes que lhe são atribuídos, políticos que desonram a confiança popular e conseguem a impunidade que uma legislação ultrapassada lhes facilita.
Mais responsabilidade e menos emocionalidade. Mais trabalho e menos ideologia. É disso que precisamos!
Aristóteles Drummond é jornalista





