Rio - Os representantes do movimento grevista afirmaram, em coletiva realizada nesta sexta-feira, que cerca de 200 policiais militares foram presos, administrativamente, em Barra do Piraí ao se recusarem a sair em patrulhamento. Um dos representantes dos policiais militares que aderiram a greve, o cabo João Carlos Soares Gurgel, saiu da coletiva direto para o Quartel General para também ser preso. A Justiça emitiu 11 mandados de prisão contra líderes grevistas, inclusive contra o cabo Gurgel e contra o Major Hélio Oliveira, também presente à coletiva.
Os servidores em greve afirmaram que está programada para a manhã de domingo uma manifestação na Praia de Copacabana, na Zona Sul da cidade. Eles disseram ainda que a expectativa é de que a paralisação sejá encerrada antes do Carnaval: "só depende do (governador Sérgio) Cabral", afirmaram na sede da Coligação dos Policiais Civis, no Centro.
"Não queremos greve, não queremos esse desgaste, mas está na hora de discutir as causas e não apenas as consequências. Segurança boa e barata não existe", disse Francisco Chao, inspetor da Polícia Civil, pedindo o apoio da população para o movimento.
Desde a tarde de desta quinta-feira, a Cinelândia concentrou milhares de servidores | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Membros da Polícia Civil explicaram que apenas os crimes mais graves estão sendo registrados nas delegacias - apesar da assessoria da instituição ter dito que o registro de ocorrências está sendo realizado normalmente. Ainda segundo eles, aproximadamente 3 mil agentes estão trabalhando nos casos de furto ou roubo de veículos, cumprimento de mandados de prisão. Furtos ou outros roubos não estão sendo registrados, segundo os grevistas.
Os policiais aquartelados só estariam saindo dos batalhões nos casos de extrema urgência e o Corpo de Bombeiros estaria trabalhando com o mínimo obrigatório de 30% para atendimento de emergências.
Ainda segundo Caldas, a Justiça emitiu 11 mandados de prisão contra os líderes da greve da PM. Segundo ele, os responsáveis pelo movimento serão submetidos a conselhos de disciplina. "Nós fizemos um juramento de proteger a sociedade que não pode ser rompido".
Em uma primeira nota, divulgada no início da madrugada, a PM negou que o comandante-geral da corporação, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, ou qualquer outro integrante do comando tenha deixado o cargo. A liderança do movimento grevista convocou uma coletiva de imprensa, às 10h, na sede da Coligação dos Policiais Civis, no Centro.
Policiais do 16º BPM (Olaria) gritavam palavras de ordem em frente ao batalhão | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
Na 22ª DP (Penha), policiais do 16º BPM (Olaria) que estavam em ronda nas ruas, se concentraram e partiram em comboio para a sede do batalhão, na Rua Paranapanema, onde ficaram aquartelados. PMs que estavam de folga e integrantes do movimento grevista saudavam as equipes que chegavam com aplausos e palavas de ordem como 'juntos somos fortes', 'vergonha, salário sem vergonha' e 'Cidade Maravilhosa, o pior salário do Brasil'.
Na Zona Sul, policiais do 23º BPM (Leblon) chegaram a se concentrar na porta da 15ª DP (Gávea). Eles, porém, decidiram não ficar aquartelados. No entanto, cabines localizadas na Avenida Borges de Medeiros estavam acesas, mas vazias. Numa delas, localizada em frente ao Cine Lagoon e à sede do Flamengo, duas equipes da Guarda Municipal estavam baseadas.









