Rio -  A tentativa de retomar pontos de venda de drogas na Cruzada São Sebastião, conjunto habitacional no Leblon, Zona Sul do Rio, deixou um morto e um ferido, na noite desta quinta-feira. Ulisses Marinho dos Santos, de 19 anos, que seria gerente do tráfico de drogas morreu no local e um menor de 15 anos que trabalharia para ele, foi baleado. Segundo a polícia, a invasão foi organizada por bandidos de uma facção criminosa rival liderados, segundo a polícia, pelo traficante Edmar Manoel de Oliveira Júnior, o Dimazinho, de 24 anos. Ele e um comparsa foram presos. Outro homem foi detido no local, mas acabou liberado.

Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia
Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia

Segundo os agentes da 14ªDP (Leblon), o crime aconteceu por volta das 20h. Dimazinho e um grupo invadiram o local e dispararam em Ulisses e no jovem. O pirmeiro morreu na hora. O menor foi levado para o Hospital Miguel Couto, que fica próximo ao local do confronto. De acordo com policiais do 23º BPM (Leblon), o estado de saúde dele é estável. Após a ação, o grupo foi cercado por populares, que acionaram a polícia.

Dimazinho, Wendel Vieira Moura e outro suspeito foram capturados. O terceiro acabou liberado depois. O restante do bando invasor conseguiu fugir. Ainda de acordo com os policiais, Dimazinho teria sido expulso há cerca de dois anos da Cruzada São Sebastião e estava escondido no Morro do Cantagalo, em Copacabana. Duas pistolas foram apreendidas.

Ainda conforme a polícia, Dimazinho é filho do traficante que controlava os pontos de venda de drogas no conjunto habitacional e por isso teria tentado retornar ao local. Policiais civis e militares vasculharam a região a procura dos fugitivos. A Divisão de Homicíidos (DH) assumiu as investigações do caso.

Moradores temiam invasão

No carnaval deste ano, o medo tomou conta de moradores da Cruzada São Sebastião. Denúncias apontavam que o pai de Dimazinho, Edimar Manoel de Oliveira, o Dimas, de 46 anos, tramava a retomada de poder da comunidade, que dominava até a invasão de rivais da Favela da Rocinha, quando foi preso em 2007, após ser preso acusado de matar a professora de catecismo Vitória Lúcia Marques e de ferir o padre Frank Franciscatto, em Botafogo. O setor de inteligência da Polícia Civil na detectou o plano na época.